inconsciente malvado esse que me sonha e me deixa lembrar de meus medos de amores que terminam. maldade sua, inconsciente, fazer sonhar assim tão preciso que tenho medo de trocas.
os dias que seguem são tão doces, completos de amizades, amores e conversas do pensamento que dentro de mim o inevitável medo de existir sozinha me esquece que compreendo o bem da solidão. constrói-se em mim o amor por ser ativa em vida e possuir as felicidades de bem amada em família e possuidora até de amigos. não gosto de amar a felicidade porque sei que ela vem só quando quer, e amando-a ou não a recebemos sempre como estrelas de iluminação interna. ocupei-me em amar o dia a dia duro e pacífico da existência, mas toda vez que a felicidade me visita sinto um profundo medo de desaprender a amar o cotidiano. sei que é só um medo, porque aprendi a viver vivendo também após a felicidade.
bem, deixemos isso pra lá, a felicidade está aqui, como pode estar também no cotidiano de paz interna. vamos todos viver a alegria de estar vivo e sentindo, pois através dela caminhamos emparelhados com esse universo fantástico de leis físicas e intuições abstrativas.