O MEDO CAUSADO PELA INTELIGÊNCIA
Por: Marcelo Albert de Souza
Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estréia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho naquela assembléia de vedetes políticas. O velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse, em tom paternal: "Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável. Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta."
E ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho sábio pode dar ao pupilo que se inicia numa carreira difícil. A maior parte das pessoas encasteladas em posições políticas é medíocre e tem um indisfarçável medo da inteligência. Isso na Inglaterra. Imaginem aqui no Brasil. Não é demais lembrar a famosa trova de António Alexo, poeta português:
Há tantos burros mandando
Em homens de inteligência
Que às vezes fico pensando
Que a burrice é uma Ciência
Temos de admitir que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados na conquista de posições. Sabem ocupar os espaços vazios deixados pelos talentosos displicentes que não revelam o apetite do poder. Mas é preciso considerar que esses medíocres ladinos, oportunistas e ambiciosos, têm o hábito de salvaguardar suas posições conquistadas com verdadeiras muralhas de granito por onde talentosos não conseguem passar. Em todas as áreas encontramos dessas fortalezas estabelecidas, as panelinhas do arrivismo, inexpugnáveis às legiões dos lúcidos.
Dentro desse raciocínio, que poderia ser uma extensão do Elogio da Loucura de Erasmo de Roterdan, somos forçados a admitir que uma pessoa precisa fingir de burra se quiser vencer na vida. É pecado fazer sombra a alguém até numa conversa social. Assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas boicota automaticamente a entrada de uma jovem mulher bonita no seu círculo de convivência, por medo de perder seus maridos, também os encastelados medíocres se fecham como ostras à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar.
Eles conhecem bem suas limitações, sabem como lhes custa desempenhar tarefas que os mais dotados realizam com uma perna nas costas, enfim, na medida em que admiram a facilidade com que os mais lúcidos resolvem problemas, os medíocres os repudiam para se defender. É um paradoxo angustiante.
Infelizmente temos de viver segundo essas regras absurdas que transformam a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida.
Como é sábio o velho conselho de Nelson Rodrigues: finge-te de idiota e terás o céu e a terra.
O problema é que os inteligentes gostam de brilhar. Que Deus os proteja.
Outro problema é que nem sempre o Poder é fruto da inteligência e o Mundo vai de Mal a Pior. Que Deus nos proteja.
por José Alberto Gueiros em 28 de setembro de 2005
Publicado pelo Jornal da Bahia em 23/09/1979
tirei de lá: http://www.capao.com.br/abre_artigo.asp?id_artigo=457
sexta-feira, 23 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
inédito

Achei-os inteligentes, talvez não interessantes, divertidos e muito apreciáveis, mas inteligentes. não sei se leves ou um pouco pesados, mas juízes. senti-me julgada, senti-me absolvida pelo crime de talvez não conhecer, não ter lido ou assistido. também não falamos sobre isso, apenas sobre a vida prática, os caminhos, as possibilidades. essas interações são meio feitas para isso mesmo...
um tanto quanto feita do choque entre pedra e água, assim fui moldada e minha forma de receber o novo é condicinada ao repertório, não tanto, graças a racionalização.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
escrever para ser lida
"vi a gente"
por onde andar? para onde ir? por que ficar?
tenho a síndrome das pernas inquietas, como na frente do computador e geralmente durmo cedo, é cedo agora. a televisão repete seus velhos dramas em seus novos fatos. só as pessoas não repetem, quando repetem são como sonhos, fáceis de serem esquecidas. será que quem me lê me entende?
as vezes temos o que dizer, as vezes ficamos sem palavras, as vezes nada, as vezes sempre, as vezes tudo. multiplicação é a operação da vida. da ida? não, da vida. ir é rir, ficar é ficar, namorar n-amor-a. ñ-amor-há. ñ-romA-a. o amor fixa nossos olhos na palavra, ave!
aff!
nooooooossa!
gloss e maquiagem em geral:
síndrome "sindRoma"
viagem "viagjante"
boa noite
por onde andar? para onde ir? por que ficar?
tenho a síndrome das pernas inquietas, como na frente do computador e geralmente durmo cedo, é cedo agora. a televisão repete seus velhos dramas em seus novos fatos. só as pessoas não repetem, quando repetem são como sonhos, fáceis de serem esquecidas. será que quem me lê me entende?
as vezes temos o que dizer, as vezes ficamos sem palavras, as vezes nada, as vezes sempre, as vezes tudo. multiplicação é a operação da vida. da ida? não, da vida. ir é rir, ficar é ficar, namorar n-amor-a. ñ-amor-há. ñ-romA-a. o amor fixa nossos olhos na palavra, ave!
aff!
nooooooossa!
gloss e maquiagem em geral:
síndrome "sindRoma"
viagem "viagjante"
boa noite
domingo, 4 de julho de 2010
sexta-feira, 25 de junho de 2010
unidade do tempo infinito que não existe

Incrível como existem pessoas parecidas espalhadas por aí. caraca, não é muito difícil fazer tranferências do afeto que já se sente por uma espiritualidade específica quando essa espiritualidade faz parte de uma tribo. um luxo o mundo ser lotado! e um luxo também a velocidade da evolução. tava entendendo o futuro que faz o passado, sem ser destino. unidade do tempo infinito que não existe. eu me esqueço que sou finita, acho que por não saber disso.
terça-feira, 22 de junho de 2010
conversando com a voice do Brasil

Não sou muito dada as notícias de jornais, acho tudo um tanto trágico demais, me entristeço, portanto evito.
Hoje quis minha casa mais cedo e fiz o trajeto diário ouvindo rádio, ou_vindo a voz e Brasil. gosto da voz do Brasil [mais do gingado que da voz], de imaginar a rádiobrás com um monte de gente preocupada se sentindo muito importante para a nação. não gosto de notícias, porque tenho medo da velocidade com que mais projetos absurdos tramitam, aprovam-se e expandem-se. o notíciário, para mim são estalinhos de informação que provocam um bombaredeio de conceitos. conceitos dos mais escabrosos, da teoria do caos a de murph.
Não sei como me mantenho longe das notícias e como consigo descobrir os projetos quando eles já são praticamente ações. na verdade acho que sou levada, com a turma brasil toda, na maré da jabulani, da crise, e claro, do meu umbigo.
u ó essa reforma universitária. mas eu vou me entender no mundo do jeito que ele for.
projeto ficha limpa, vocês são engraçados!
gostei do jingle junino Serra. repetição é tudo no rádio!
programador da rádio, amei ouvir lusco fusco de A Euterpia novamente na cultura!
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Confuso é me permitir. Permissão para viver, para sofrer, para experimentar, inventar, descomprometer aqui para comprometer ali. Uma noite. nem gosto da noite, gosto do sono, dos trabalhos voluntários na agência do sol. gosto do conforto do lar, do estabelecimento aconchegante e seguro que é a cia de meus pais. as experiências? não as tenho conseguido fazer interessantes. apenas sinto e não sinto mais. volta a regra da continuidade, querer praticar ações continuadas, e deixar a vida seguir sem terminar o que já acabou. não sei porque fico saudosa do que foi malmente vivido, do que foi malmente expresso. minha espiritualidade nao se confunde mais com o corpo, e isso me torna um tanto quanto apática.
Meu sangue não está fervendo, mas o humor está alterado. há que se completar algo? há que se tentar de novo? há que se entender em unidade?
Meu sangue não está fervendo, mas o humor está alterado. há que se completar algo? há que se tentar de novo? há que se entender em unidade?
quarta-feira, 2 de junho de 2010
4 me
todas as coisas da existência existindo e fazendo suas funções, seu papéis, entrando nas deixas que parecem combinadas. a natureza me dá tantas boas oportunidades. as escolhas de agora encaminham-me com clareza. me ponho em poucas coisas, me escrevo com poucas letras, meus desenhos mudam-se com o tempo e continuo numa entrega humana que me confunde, estranheza de dar. queria ver com os olhos do outro, ouvir com os ouvidos de quem me ouve, mas ó, não pretendo sair de mim, gosto muito de estar em mim. sou a(o) maior das(os) amantes que eu jamais pensaria em ter.
Não sinto em mim a pressão da minha profundidade, mergulho leve esse que se faz dentro de mim... as doçuras de existir dentro de mim, como só eu mesma sei e posso existir assim tão doce e calmo.
saio de mim para interagir com o humano porque isso é parte da existencia, mas os outros e suas intenções... me comovem ao retorno para o conforto de ser quem sou e de dormir com o corpo flutuando em meditação.
fantástica
Não sinto em mim a pressão da minha profundidade, mergulho leve esse que se faz dentro de mim... as doçuras de existir dentro de mim, como só eu mesma sei e posso existir assim tão doce e calmo.
saio de mim para interagir com o humano porque isso é parte da existencia, mas os outros e suas intenções... me comovem ao retorno para o conforto de ser quem sou e de dormir com o corpo flutuando em meditação.
fantástica
terça-feira, 1 de junho de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
é como não saber...
Hipostasio-me achando que há sempre uma razão grandona que a gente desconhece para sentir as coisas que sentimos e provocam nossas ações que devagarzinho vão destruindo aquilo que está posto. tese, antítese e síntese este é o método de toda mudança que fecha e abre ciclos na minha existência. sou uma garota moderninha com justificativas pós-modernas e louca pelos elementos do novo modelo hitech.
Se eu tivesse a certeza de congelar o tempo, o amor e os sentimentos não estaria do lado que estou. Não seria o que amanhã não sei bem se serei. Se estar parada, muda, atônita, sem fogo ou calor qualquer. Se não soubesse a dor de amar e acabar, de continuar amando depois que chega o fim. seu eu soubesse o que é o fim, ou quem mora em mim, além de mim. se eu soubesse mentir e sorrir.
"Se vc não vai comigo então vamos ficar e olhar o sol, o pôr-do-sol..." (trecho de música da viviany)
Não mais irei. sim, nada será como antes, não serei mais um ser flutuante. agora sou eu que tenho que andar, sou quem tem que seguir, e assim, só, porque nem bem trocar eu sei. Só sei desconstruir, só sei amar e desamar. Só sei do mar e de suas ondas que vem e vão.
Sei de mim e um pouco de ti, ontem estive em teus sentimentos, hoje estou em outro momento. Não pense que não sinto, sinto o medo de nunca mais sentir a felicidade de te sentir.
Estou conseguindo chorar, se fosse num papel viria carimbar a verdade que foi te amar, a verdade que foi te encontrar e viver. desculpa se vivi tão intensamente, se pareceu tão florido e tão bonito e tão infinito, desculpa se eu vivi, se eu te amei e se hoje não sei. Só não encontro mais o teu lugar.
Se eu tivesse a certeza de congelar o tempo, o amor e os sentimentos não estaria do lado que estou. Não seria o que amanhã não sei bem se serei. Se estar parada, muda, atônita, sem fogo ou calor qualquer. Se não soubesse a dor de amar e acabar, de continuar amando depois que chega o fim. seu eu soubesse o que é o fim, ou quem mora em mim, além de mim. se eu soubesse mentir e sorrir.
"Se vc não vai comigo então vamos ficar e olhar o sol, o pôr-do-sol..." (trecho de música da viviany)
Não mais irei. sim, nada será como antes, não serei mais um ser flutuante. agora sou eu que tenho que andar, sou quem tem que seguir, e assim, só, porque nem bem trocar eu sei. Só sei desconstruir, só sei amar e desamar. Só sei do mar e de suas ondas que vem e vão.
Sei de mim e um pouco de ti, ontem estive em teus sentimentos, hoje estou em outro momento. Não pense que não sinto, sinto o medo de nunca mais sentir a felicidade de te sentir.
Estou conseguindo chorar, se fosse num papel viria carimbar a verdade que foi te amar, a verdade que foi te encontrar e viver. desculpa se vivi tão intensamente, se pareceu tão florido e tão bonito e tão infinito, desculpa se eu vivi, se eu te amei e se hoje não sei. Só não encontro mais o teu lugar.
domingo, 16 de maio de 2010
Lispector, Clarice. Trechinhos.
"É difícil perder-se. É tão difícl que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo.
Clarice Lispector"
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca."
"Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito."
"E se me achar esquisita,
respeite também.
até eu fui obrigada a me respeitar."
"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome"
Clarice Lispector"
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca."
"Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito."
"E se me achar esquisita,
respeite também.
até eu fui obrigada a me respeitar."
"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome"
quinta-feira, 13 de maio de 2010
resolvido
As construções mentais que vou formando, tenho medo delas, não sei se me engano, se estou a me punir ou se é só me permitir. complico tudo que é simples para não ter que objetivar e desistir da insegurança. começo a entender do planejamento, roteirizo minha noite e pronto. na noite de hoje, durmo logo após o trabalho.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Bem que se quis
Pensei em escrever para um amigo terapeuta, tentar entender a sucessão de pensamentos que se desenrolam numa tristeza comparadas as que rolam numa mente depressiva. engraçado o domínio da análise não impedir a explosão dos pensamentos de nitroglicerina. O bem se cança com facilidade e o mal parece mesmo não fazer parte do ser humano. Enrigecer é tão difícil, bem como imunizar-se da indignação ou do sofrer a decepção... A decepção é sempre sucessiva. Acreditar e se doar é tão pouco prático quando não há tolerância.
São tantas as virtudes que preciso desenvolver que conhecer se torna explosivo, indigno e além do plano social. Só na subjetividade me consumo em sabores.
São tantas as virtudes que preciso desenvolver que conhecer se torna explosivo, indigno e além do plano social. Só na subjetividade me consumo em sabores.
sábado, 10 de abril de 2010
Pumba é disneylândia, Bumba não!
Há tempos estou imune e insensível às matérias do jornal sobre tudo de ruim que acontece no mundo mas a tragédia no morro do Bumba me chocou particularmente. Antes de tudo, antes da tragédia, como concebermos que um bairro se constituiu no que fora um lixão? como conceber que ali as pessoas viviam e fizeram suas vidas, construiram suas histórias? inocente da minha parte nunca ter imaginado que sim, as pessoas moram em meio aos lixões espalhados pelo Brasil, esse desmoronamento, o trabalho dos bombeiros escavando terra e lixo em busca de corpos, a impossibilidade de notícias de sobreviventes pelo agravante LIXO, tudo isso torna essa tragédia mais que alarmante, mais que sem noção.
é difícil. muito difícil.
é difícil. muito difícil.
domingo, 28 de março de 2010
Conexão
Vi no livro Rosa cruz "A história mística de jesus" pela primeira vez a palavra Avatar. O livro citava diversos avatares que antecederam o maior de todos os avatares já vindos ao nosso planeta. depois de muito resistir, vi o filme. que ficção científica fantástica! o autor mais que respeitou o significado de avatar, imaginou um mundo só deles, imaginou o inverso da nossa história. O terrestre lá, destrutivo como só ele. Se existe um mundo como aquele, vida a este mundo. enquanto não chegamos lá, fica o convite para que eles venham cá, pois toda vez que um deles aparece na terra traz verdade, caminhos e vida!
Obrigada aos avatares!
Buda
Krishna
Gandhi
Chico Xavier
Maomé
tantos outros e o maiorn deles
JESUS, O CRISTO.
Obrigada aos avatares!
Buda
Krishna
Gandhi
Chico Xavier
Maomé
tantos outros e o maiorn deles
JESUS, O CRISTO.
terça-feira, 16 de março de 2010
cachos frizados
meu cabelo é cacheado e molinho, além claro, de muito volumoso, mas eu também tenho cabelo para caramba, muito mesmo. onde não pega sol é legal, macio e os cachinhos são daqueles gostosos de esticar, mas engraçado, tem uma parte que não pega sol e é mais frizada do que a parte exposta ao sol. isso mesmo, atras das minhas orelhas se expressa minha origem afro com uma clareza fantástica, é o que dá o volume para os lados do meu cabelo. no início da minha relação com a cabeleira quis esticar essa parte atras das orelhas, depois quis hidratar e dedicava os óleos de mais diferentes frutas e plantas amazônicas para sintonizar essas duas mechas com o resto dos cabelos. afinal, elas são mais rebeldes do que devem, crescem antes dos outros formando a primeira deformação no corte. fazem o cabelo ficar armado e se embaraçam entre poucos fios o que gera nós finos facilmente quebráveis. de uns tempos para cá desisti de trata-las como diferente, desisti de querer ter um cabelo exclusivamente de um formato. acho também que desisti de aparar as pontas. teve uma época que eu mesma aparava as pontas do meu cabelo, cortava só os frizados atraz da orelha, depois voltei a procurar cabeleireiros para o corte, mas esses sempre acham que nosso cabelo está uma merda e cortam mais do que gostaríamos. passada essa revolta com cabeleireiros conheci a Janete que me mostrou que um bom corte faz diferença sim na forma que o cabelo se espalha pelos ombros, costas e até em cima do rosto. o meu eu deixo ser multiplo, diverso, expressar meu humor, minha energia, minha genética e ainda me proteger do sol.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Domador de cachos

Na infância fui uma menina enfezada, meu deuss, como eu chorava quando penteava meu cabelo. Cabelos longos e cacheados, mamãe brigando por eu estar assanhada, e o pente meu pior inimigo apertando os nós do meu cabelo, que caía e a fazia doer meu coro cabeludo com os puxões do pente. O pior é que o pente estava na minha mão, e ela se irritava com os cabelos embaraçados.
Chorava irritada com minha cabeleira, descontava a raiva com o pente na cabeleira como se não fosse minha, a dor em mim fazia sentir-me agredida pelo pente na mão que precisava ser firme, se não a cabeleira não se comportava. Um belo dia surgiram nas prateleiras do supermercado cremes para pentear, eram como um serviço de segurança pública para amenizar o conflito entre minha mão e meus cachos. como se minha cabeça, um leão feroz descontrolado, que ao mesmo tempo chorava de dor e enviava mensagens para que minha mão agisse mais firmemente tivesse em fim encontrado um domador. O domador de cachos, mudou minha relação com minha vasta juba. A partir daí o carinho por minhas madeixas cresceu no meu consciente, minha mão passou a acariciá-las e o pente foi substituído por um instrumento de dentes largos. Meus cabelos são meus amigos, por isso não frito eles em chapas quentes.
quarta-feira, 10 de março de 2010
físico-psico-social
Atravessei o caminho da guerra psicológica
para garantir a lógica nas minhas atitudes e
o auto reconhecimento de minhas virtudes.
bati com os pés no chão gritando por amor,
amor fraterno era o que eu pedia chorando,
carinho e compreensão o que explodia no meu vulcão de emoção.
Fiz menções de morte,
chutei a sorte,
fiquei sem norte.
Em meio ao caos eu rezei.
rezei baixinho,
contei que não queria a realidade como tal.
pedi ajuda contra o mal,
depois fiquei muda.
Um ano depois minha rotina era outra.
tenho tudo o que uma pessoa precisa para ser feliz,
não tenho sonhos megalomaníacos,
mas sei por onde farei minha parte.
Arte.
para garantir a lógica nas minhas atitudes e
o auto reconhecimento de minhas virtudes.
bati com os pés no chão gritando por amor,
amor fraterno era o que eu pedia chorando,
carinho e compreensão o que explodia no meu vulcão de emoção.
Fiz menções de morte,
chutei a sorte,
fiquei sem norte.
Em meio ao caos eu rezei.
rezei baixinho,
contei que não queria a realidade como tal.
pedi ajuda contra o mal,
depois fiquei muda.
Um ano depois minha rotina era outra.
tenho tudo o que uma pessoa precisa para ser feliz,
não tenho sonhos megalomaníacos,
mas sei por onde farei minha parte.
Arte.
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