segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Charlotte for Ever. Dance.

paroxetinaquetiapinalitiumduplosemgeloporfavor!

Tento dormir, mas meu cérebro insiste no circuito de pensamentos que me faz existir. Sonho demais, durmo muito pouco.
Meu professor de antropologia não tem nada haver com um antropólogo, mesmo o sendo.
E não tenho nada haver com isso. Já fumei mil cigarros e ainda não consegui compreender se o que me falta são algumas miligramas de paroxetina, um lugar bonito ou crença no que é divino.
Ainda não descansei de mim mesma e também não deixei a adolescencia emocional para tras. me sinto velha e adolescente. me sinto desenquadrada e fico sempre sarcástica com a maioria.

Sempre fico em crise existencial em setembro, aprova são os posts de setembro nesse e no duvidaedescobertas

me falta talvez a inspiração de uma data comemorativa, algo que encha a cidade de luzes e de cores.


Meu mundo imaginário, tão real provocador de sofrimentos.

Fico assim quando não durmo, estou a 24 horas sem dormir, sem remédios não tenho sono.

Então, remedio? Menina, você tem que mudar seu jeito louco

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A água.

Sou adulta será? já? cheguei nesse lugar que se chama fase adulta? sou livre dos descontroles adolescentes e das limitações infantis?

Posso gostar tranquilo, trabalhar de monte, dormir tarde, acordar cedo, sentir os cheiros que tenho na lembrança e esperar com maturidade a chegada de quem prefiro que vá?

A água do rio leva. entendo pouco de vento, senti mais a correnteza. a água corrente. como pode ser água e ser corrente, como podemos chamar o as correntes de fluidicas?

o mergulho é o retorno ao lugar confortável, o vento é a aVentura, a pele, ainda não sei. a fronteira da carne.

o atrito é espírito.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Projetar


Projetar é realizar o futuro no tempo presente.

domingo, 12 de setembro de 2010

SunDay

Mais um dia de sol e computador até na alma.

No final do dia estou cansadinha, enjoadinha, preguiçosa e cheia de vontade de trocar carícias e beijinhos.

O dia pra mente, a noite pro corpo. acho que assim é legal.

Ouvi um dia desses: "só quem conflita corpo e mente pode se libertar de sansara". não conhecia o termo "sansara" e num surto de pós-modernidade o oriente me revisitou com seu misticismo e sabedoria, plantando sementinhas de espiritualidade.

eu sinto pouca fome e penso de dez em dez minutos o mesmo pensamento, que é um ponto de interrogação. O que faço?

(da série meu diário)

Já é.

Doce futuro
de como ele sorria das minhas bobagens e das minhas neuroses, de como ele cessava minhas chatisses e de como seu olhar me desmontava.
Confronto presente
talvez pensar o viver seja uma forma de complicar as coisas, mas só pra quem tem preguiça de pensar e medo de crescer.
Vivência Existente
o silêncio.
Modelo padrão
tenho preguiça de começar

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

quem sou eu?



Alguma coisa nova
Mais vibrante e menos triste



Raul seixas, em a verdade sobre a nostalgia.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

a vida?

a gente não sabe como é a vida.
eu ligo a máquina, fujo das minhas expectativas, mas a máquina gera a ordem das coisas e hj, quando fujo das expectativas ela, a máquina, atende minhas expectativas.

na vida fecham-se ciclos e eu caminho de volta pra casa.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

um brinde a liberdade

o barato de sermos nós mesmos é o prazer de entendermos nossas fronteiras. a fronteira do meu corpo é a pele, do meu pensamento a linha que divide o bem e o mal a anti e a ética.

Dar continuidade é permitir, interromper é se permitir. Viver é uma ordem. planejar é repetir.

o futuro é livre e perto.

sábado, 4 de setembro de 2010

Penedo




hoje conheci Penedo, sua cachoeira feita de igarapé, sua exuberância e elegância. me senti um pouco fora do brasil [até um pium maldito me morder e fazer minha perna inchar como nos nos tempos de rio xingu]. essa foto ai não tirei, achei na internet, estamos sem maquina pra registrar, melhor assim, nos redescobrimos aos poucos enquanto aparamos as arestas das nossas realidades distintas.

(da série diário da karine)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

quando o fim é só o começo


a verdade liberta, deixa o pensamento livre pro travesseiro e o coração quieto, coração quieto e aberto pra aproveitar o dia.

as fases da lua e a vida do sol



na noite as pessoas são mais livres, mais seguras, mais alegres.
sob a luz as coisas são mais claras, a vida mais real, os sonhos mais dormidos e a cosnciência mais liberta.

minha luz, meu caminho, minha trilha, minha estrada.
consciência- com ciência- ciente- cientista- noturna- no turnos- tur nós- nós pronome- nós atados.

a escrita que planta não implanta, a minha escrita compreende, apreende nunca repreende.

happy end.

me lembro das noites de lua, onde há a rua crua. a noite é barulho e, silêncio na esquina. os olhos à noite são de espelho sem luz, o som dessa noite arrasto de cruz. não lembro da felicidade da consciência na noite da lua.
lembro da lua da manhã que fica de cara pro sol com pupilas dilatadas e retinas queimando. lembro da lua branca que figura no céu seu poder sobre as águas.

resolvi falar do dia porque essa co-vivência me tira do tempo. meu pensamento procura o supremo, o além, o intenso. minha maturidade sabe que grandes emoções, a essa altura do campeonato, só em esportes radicais.

a musica clássica ainda me comove, o funk ainda me excita, o rock ainda me faz pular e bater os pés no chão, mas não encontro espaço e pessoas que caibam no meu mundo, só estrelas como a lua e satélites como o sol, pensando assim caibo sempre em poucos mundos.

daqui a um ano vou ler isso e saber do que estou falando.

escrever me conta. te conta? te conta em quantas calculadoras?

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

o sol nasceu



e é sempre preciso se atirar fora da linha?

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Lunar


Ah, fale-me mais sobre seus olhos!


Conte-me as cores que ele enxerga e como se contraem expostos ao sol. Use-os para fixá-los num ponto por instantes para que eu possa observá-los. deixe que eu os veja expressar seus pensamentos, intenções, curiosidades.
permita que eu veja as mudanças de tonalidade, nuances de cor, riscos da íris, de que cor é o contorno.
deixe que eu perceba o ritmo em que as pálpebras caem e levantam sobre os olhos e o quanto o ambiente os inquieta. deixe que eu veja o raio de luz entrar e os astros refletirem

sábado, 21 de agosto de 2010

fixação científica

delírios linguistico-terapêuticos
Enquanto falo e não te ouço, caminho pra liberdade deste frio que é pensar:
“Miss Nips,
Sua profundidade de pensamentos te vale mais que teu corpo atrai, isso
talvez te faça senhorita. És tão acostumada aos apelos do corpo e as
irresistências da pele que dói dela não querer proveito.
Quando me dás as melhores cartas do jogo ou mesmo quando sou tua única
opção são tuas linhas e palavras que me prendem. Se tem curvas e
doçura, é só o brinde da boa sorte que tenho.
E, como se não a beleza provocasse o ladrão mais que o ouro, te guio
pelos caminhos em que te quero trilhando.”

Escrevo a quem nunca fui, para também a vida transformar em história
suja pelas palavras. Sentimento codificado em letras na interface,
também minhas sensações são binárias, como tua arte.


"se algum dia fiz algo de bom, me arrependo do fundo do meu coração"
(shakespeare).

terça-feira, 17 de agosto de 2010

publico alvo dos votos

ouvi um pedacinho do horário político obrigatório, tem um candidato que sua proposta é defender a fauna silvestre e os criadores de passarinho, outra que diz que fez muitos bingos e sorteios, uma pelos interesses dos militares... isso vai ficar a cada dia mais engraçado!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

e eu falo do que aprendi

Karine diz:
não funciona, o campo também é entediante
Karine diz:
mas não, nunca estamos fazendo a coisa errada
Karine diz:
estamos no lugar certo
Karine diz:
somos nós os errados
Karine diz:
precisamos de correção e adaptação, parar de complicar a vida
Karine diz:
ela não é lá uma aventura pra lá de emocionante
Karine diz:
mas é o que temos de melhor
Karine diz:
agir no mundo requer paciencia, requer o desejo de tempos bons
Karine diz:
os tempos bons existem
Karine diz:
é por eles que vivemos na maior parte de tempo mais ou menos e em outra parte do tempo mal
Karine diz:
agora não rola colaborar pro mal tempo persistir
Karine diz:
rola colaborar consigo, pra quando os bons tempo chegarem vc estar bem para aproveitá-los

sexta-feira, 23 de julho de 2010





primitivo futuro:

pessoa

Cabível, muito cabível

O MEDO CAUSADO PELA INTELIGÊNCIA
Por: Marcelo Albert de Souza

Quando Winston Churchill, ainda jovem, acabou de pronunciar seu discurso de estréia na Câmara dos Comuns, foi perguntar a um velho parlamentar, amigo de seu pai, o que tinha achado do seu primeiro desempenho naquela assembléia de vedetes políticas. O velho pôs a mão no ombro de Churchill e disse, em tom paternal: "Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável. Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta."

E ali estava uma das melhores lições de abismo que um velho sábio pode dar ao pupilo que se inicia numa carreira difícil. A maior parte das pessoas encasteladas em posições políticas é medíocre e tem um indisfarçável medo da inteligência. Isso na Inglaterra. Imaginem aqui no Brasil. Não é demais lembrar a famosa trova de António Alexo, poeta português:

Há tantos burros mandando

Em homens de inteligência
Que às vezes fico pensando
Que a burrice é uma Ciência
Temos de admitir que, de um modo geral, os medíocres são mais obstinados na conquista de posições. Sabem ocupar os espaços vazios deixados pelos talentosos displicentes que não revelam o apetite do poder. Mas é preciso considerar que esses medíocres ladinos, oportunistas e ambiciosos, têm o hábito de salvaguardar suas posições conquistadas com verdadeiras muralhas de granito por onde talentosos não conseguem passar. Em todas as áreas encontramos dessas fortalezas estabelecidas, as panelinhas do arrivismo, inexpugnáveis às legiões dos lúcidos.
Dentro desse raciocínio, que poderia ser uma extensão do Elogio da Loucura de Erasmo de Roterdan, somos forçados a admitir que uma pessoa precisa fingir de burra se quiser vencer na vida. É pecado fazer sombra a alguém até numa conversa social. Assim como um grupo de senhoras burguesas bem casadas boicota automaticamente a entrada de uma jovem mulher bonita no seu círculo de convivência, por medo de perder seus maridos, também os encastelados medíocres se fecham como ostras à simples aparição de um talentoso jovem que os possa ameaçar.

Eles conhecem bem suas limitações, sabem como lhes custa desempenhar tarefas que os mais dotados realizam com uma perna nas costas, enfim, na medida em que admiram a facilidade com que os mais lúcidos resolvem problemas, os medíocres os repudiam para se defender. É um paradoxo angustiante.

Infelizmente temos de viver segundo essas regras absurdas que transformam a inteligência numa espécie de desvantagem perante a vida.

Como é sábio o velho conselho de Nelson Rodrigues: finge-te de idiota e terás o céu e a terra.

O problema é que os inteligentes gostam de brilhar. Que Deus os proteja.

Outro problema é que nem sempre o Poder é fruto da inteligência e o Mundo vai de Mal a Pior. Que Deus nos proteja.



por José Alberto Gueiros em 28 de setembro de 2005

Publicado pelo Jornal da Bahia em 23/09/1979


tirei de lá: http://www.capao.com.br/abre_artigo.asp?id_artigo=457

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