domingo, 10 de outubro de 2010

Apenas mais uma de amor


Somos tão jovens, meu bem.
O mundo começa agora.

A razão de uma paixão

Viver é uma ordem, e viver é vir ver. No momento da apatia entre o
sofrimento emocional e a realidade racional, resta-me encontrar o
caminho de me levantar, o caminho que é o meu, este que trilhei até
aqui, onde as coisas vívidas valem muito mais na vida. Gosto de saber
o que sinto e de dizer o que sinto, mas principalmente de viver o que
sinto, e não há como negar que aspirar o cheiro do ser amado é uma das
sensações mais plenas da existência. Não sentir-se cheirada é outra
parte, a parte da vaidade que diz que queremos que o outro sinta a
mesma plenitude de viver aquele momento que é nosso. Não entrarei aqui
na sensação do outro, porque posso entristecer meu ego. Serei egoísta
e cuidarei de mim, de minhas sensações, de meu estado. Algo que ainda
não sei expressar, não sei o que é. Não há como determinar o que sinto
nesse momento. Não tenho como saber sobre força ou fraqueza. Eu ainda
gosto de ti, e ainda fico sem palavras em pensar em ti.
Se racionalmente já entendi que tu não me amas, que a atração que eu
sinto, o querer que eu sinto não é correspondido. Ponto final. Nem sei
o que fazer. Vou tentar dormir um pouco.
Não se culpe pelo que te digo, te escrevo e sinto. É que quando o
tempo passar e as coisas forem menos dolorosas em mim, saberei que fui
verdadeira com o mundo e que não deixei de dizer pra quem direciono
meus sentimentos que essa pessoa provocou em mim esses sentimentos que
representam o ato de estar viva.

--

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

neste momento

Preciso parar de me perguntar: "o que será?" "como será?" "será?"

pelo menos no que diz respeito a realidade relacional, tenho que aprender a questionar menos, antecipar menos, dramatizar menos. Tantas coisas aprendemos com o correr do tempo, desde a ordem ao volume da fala, da moral que é necessária e da falsa, das crenças éticas que contrastam o conhecimento que comprovamos ou da realidade diversa que os mundo pessoais geram.

Quero aprender a fantasiar menos sem precisar falar para me situar na realidade, quero entender o que o silêncio ensina.

domingo, 26 de setembro de 2010

plural da existência


Foi o colorido do som que te deixou tão preto e branco. Revistei minha história enquanto a corrente fluidica do transito me levava ao encontro do que interroga. tenho a resposta correta para questões de minha sensibilidade e não escuto o som da noite escura. verdades ditas em canções e meu corpo flutuando no vento e no som. meus pensamentos organizados pelo exercício físico mental de que me aproprio então. um ser livre e transparente transparecia seu olhar de imensidão enquanto pousava pra foto da vida onde as imagens definem o ir e vir. sonhei um sono dormido e acordei com um desfile político de carros antigos, dizendo pra mim que é passado é charmoso mas o discurso é uma farsa. entendi que simples assim o ambiente é amplo e não necessidade de zoom. fico com a visão panorâmica da vida que me cerca e com a vida que flui em mim de dentro pra fora. fico com o sentido plural da existência.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

maturidade que falta

na hora de equilibrar o bom senso e as próprias inquietações geralmente falta saber o que se quer, o que se sente. não é muito difícil envelhecer dentro de nossas possibilidades biológicas. Ah corpo físico que não cabe nossa própria imagem, sempre há a necessidade de viagem pra exceder os corpos. cultura que criamos que não nos é suficiente para suprir nossas possibilidades físicas. ah nossa imagem expande dentro de nós as sensações de existir.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Arnaldo Antunes - Na Massa

Resumão da aula de política





É lá do http://www.flickr.com/photos/olivreiro/5011938945/

existem coisas (tam tam tam) que só o twitter faz para você!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Rabiscos antigos

Meu corpo, que diz não, se mistura com uma sensação indecisa de não compreender isso de novo que surgiu.
O novo velho desejo de sermos mais do que somos hoje,
o velho novo desejo de saber sobre o que não se explica.
A beleza triste da perfeição na vida.
Em jogo apenas o que passa em sua mente jovem.
Em jogo muito mais.
A clara necessidade do afastamento
[a mão de Deus aponta].
A menina, capaz de muito mais. Então por que chora?
por pouco,
por muito.
por ser no mundo a única como ela é.
Dorme menina!
quando a existência é só consciência, o corpo em repouso encontra o som dos sonhos, mas acordes!
combates o avesso pois és também sensível, humanaconsciente.

Charlotte for Ever. Dance.

paroxetinaquetiapinalitiumduplosemgeloporfavor!

Tento dormir, mas meu cérebro insiste no circuito de pensamentos que me faz existir. Sonho demais, durmo muito pouco.
Meu professor de antropologia não tem nada haver com um antropólogo, mesmo o sendo.
E não tenho nada haver com isso. Já fumei mil cigarros e ainda não consegui compreender se o que me falta são algumas miligramas de paroxetina, um lugar bonito ou crença no que é divino.
Ainda não descansei de mim mesma e também não deixei a adolescencia emocional para tras. me sinto velha e adolescente. me sinto desenquadrada e fico sempre sarcástica com a maioria.

Sempre fico em crise existencial em setembro, aprova são os posts de setembro nesse e no duvidaedescobertas

me falta talvez a inspiração de uma data comemorativa, algo que encha a cidade de luzes e de cores.


Meu mundo imaginário, tão real provocador de sofrimentos.

Fico assim quando não durmo, estou a 24 horas sem dormir, sem remédios não tenho sono.

Então, remedio? Menina, você tem que mudar seu jeito louco

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

A água.

Sou adulta será? já? cheguei nesse lugar que se chama fase adulta? sou livre dos descontroles adolescentes e das limitações infantis?

Posso gostar tranquilo, trabalhar de monte, dormir tarde, acordar cedo, sentir os cheiros que tenho na lembrança e esperar com maturidade a chegada de quem prefiro que vá?

A água do rio leva. entendo pouco de vento, senti mais a correnteza. a água corrente. como pode ser água e ser corrente, como podemos chamar o as correntes de fluidicas?

o mergulho é o retorno ao lugar confortável, o vento é a aVentura, a pele, ainda não sei. a fronteira da carne.

o atrito é espírito.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Projetar


Projetar é realizar o futuro no tempo presente.

domingo, 12 de setembro de 2010

SunDay

Mais um dia de sol e computador até na alma.

No final do dia estou cansadinha, enjoadinha, preguiçosa e cheia de vontade de trocar carícias e beijinhos.

O dia pra mente, a noite pro corpo. acho que assim é legal.

Ouvi um dia desses: "só quem conflita corpo e mente pode se libertar de sansara". não conhecia o termo "sansara" e num surto de pós-modernidade o oriente me revisitou com seu misticismo e sabedoria, plantando sementinhas de espiritualidade.

eu sinto pouca fome e penso de dez em dez minutos o mesmo pensamento, que é um ponto de interrogação. O que faço?

(da série meu diário)

Já é.

Doce futuro
de como ele sorria das minhas bobagens e das minhas neuroses, de como ele cessava minhas chatisses e de como seu olhar me desmontava.
Confronto presente
talvez pensar o viver seja uma forma de complicar as coisas, mas só pra quem tem preguiça de pensar e medo de crescer.
Vivência Existente
o silêncio.
Modelo padrão
tenho preguiça de começar

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

quem sou eu?



Alguma coisa nova
Mais vibrante e menos triste



Raul seixas, em a verdade sobre a nostalgia.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

a vida?

a gente não sabe como é a vida.
eu ligo a máquina, fujo das minhas expectativas, mas a máquina gera a ordem das coisas e hj, quando fujo das expectativas ela, a máquina, atende minhas expectativas.

na vida fecham-se ciclos e eu caminho de volta pra casa.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

um brinde a liberdade

o barato de sermos nós mesmos é o prazer de entendermos nossas fronteiras. a fronteira do meu corpo é a pele, do meu pensamento a linha que divide o bem e o mal a anti e a ética.

Dar continuidade é permitir, interromper é se permitir. Viver é uma ordem. planejar é repetir.

o futuro é livre e perto.

sábado, 4 de setembro de 2010

Penedo




hoje conheci Penedo, sua cachoeira feita de igarapé, sua exuberância e elegância. me senti um pouco fora do brasil [até um pium maldito me morder e fazer minha perna inchar como nos nos tempos de rio xingu]. essa foto ai não tirei, achei na internet, estamos sem maquina pra registrar, melhor assim, nos redescobrimos aos poucos enquanto aparamos as arestas das nossas realidades distintas.

(da série diário da karine)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

quando o fim é só o começo


a verdade liberta, deixa o pensamento livre pro travesseiro e o coração quieto, coração quieto e aberto pra aproveitar o dia.

as fases da lua e a vida do sol



na noite as pessoas são mais livres, mais seguras, mais alegres.
sob a luz as coisas são mais claras, a vida mais real, os sonhos mais dormidos e a cosnciência mais liberta.

minha luz, meu caminho, minha trilha, minha estrada.
consciência- com ciência- ciente- cientista- noturna- no turnos- tur nós- nós pronome- nós atados.

a escrita que planta não implanta, a minha escrita compreende, apreende nunca repreende.

happy end.

me lembro das noites de lua, onde há a rua crua. a noite é barulho e, silêncio na esquina. os olhos à noite são de espelho sem luz, o som dessa noite arrasto de cruz. não lembro da felicidade da consciência na noite da lua.
lembro da lua da manhã que fica de cara pro sol com pupilas dilatadas e retinas queimando. lembro da lua branca que figura no céu seu poder sobre as águas.

resolvi falar do dia porque essa co-vivência me tira do tempo. meu pensamento procura o supremo, o além, o intenso. minha maturidade sabe que grandes emoções, a essa altura do campeonato, só em esportes radicais.

a musica clássica ainda me comove, o funk ainda me excita, o rock ainda me faz pular e bater os pés no chão, mas não encontro espaço e pessoas que caibam no meu mundo, só estrelas como a lua e satélites como o sol, pensando assim caibo sempre em poucos mundos.

daqui a um ano vou ler isso e saber do que estou falando.

escrever me conta. te conta? te conta em quantas calculadoras?

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

o sol nasceu



e é sempre preciso se atirar fora da linha?

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