sábado, 19 de fevereiro de 2011

Viver não é preciso #FernandoPessoa?

De vez em quando vem aos meus olhos aquela imagem plácida de olhar inquieto e piscada lenta, aquele distanciamento e simpatia de interação.
eu me sinto bem como sou, me sinto forte, grande, independente. Meus conflitos e inconformidades fazem parte de mim, não perco e nem quero perder a capacidade de me surpreender, de me indignar, de amar e desamar.
sinto que tá na hora de parar de exigir as respostas que não existem, as atenções para o ego e as soluções imediatas, confesso que não sei bem como fazer isso sem desacreditar das relações superficiais e dos sentidos profundos das coisas, mas acho que consigo manter o bom humor e alguma energia positiva circulando em mim. preciso retornar a minha história, descobrir o desejo castrado e ver se dá tempo de realizá-lo, retomá-lo, sei lá.

gostaria que a criatura plácida, de piscada lenta e íris inquieta, estivesse ao meu lado, mas, sei que ainda não tenho maturidade para as pessoas e seus conflitos, sei que me apaixono pelos ideais e que não resisto muito as complexidades das pessoas, delas me afasto por não saber lidar. enfim, leitores, vamos pra frente, que navegar é preciso e viver não é matemática, precisa.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Time

Tenho 20 minutos livre, e decidi investí-los aqui. Sempre que falo na internet julgo quem eu gostaria de que me lesse, me ler. Eu não escrevo para um público específico, até porque se contarmos por comentários, ninguém lê isso aqui. No entanto tenho um impressão de que quem está de alguma forma mentalmente ligado a mim, vem por aqui e lê pra tentar entender parte de minhas atitudes, que muitas vezes não são capazes de expressar de forma concisa o que sinto. o blog também não me expressa, porém me expressa.
meu tempo acabou, antes do que deveria. dos 20 livres, só tive cinco. eu volto em algum momento.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O quê é o bastante?






A imagem veio lá do http://pranchetasuja.blogspot.com/

É assim que me sinto, com as pontas dos dedos doloridas.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Vale Quanto Pesa

Caríssimos leitores,

Muito me interessa dizer-lhes que não funcionam as coisas como gostamos que funcionassem, no entanto, as coisas funcionam da forma que melhor poderiam funcionar. se, e somente se, no mundo fôssemos todos realmente funcionais individualmente, apreciaria o fato de serem sempre todos os humanos muito felizes, muito bem relacionados, muito alegres. Eu não acredito nisso. E se não pareço acreditar em mim, imaginem... É porque sei a dor e a delícia de ser quem sou.


"Quanto Você ganha pra me enganar? E quanto Você Paga, pra me ver sofrer?"


Luiz Melodia
Vale Quanto Pesa

Quanto você ganha pra me enganar
Quanto você paga pra me ver sofrer
É quanto você força pra me derreter
Sou forte feito cobra coral
Semente brota em qualquer local
Um velho novo cartão postal, cartão postal
(...)
Vale quanto pesa, reza a lesa de nós dois
...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Cria Ativa da Floresta

Há dias em que é preciso escrever, em que as coisas da vida são tão incertas, imprecisas e mutáveis que é preciso se ver diante da tela branca do Word e das cores todas do world para entender o quê, de forma misturada, flutua em energia mental dentro de mim. Essa energia de consciência emocional que fica ativando nossos circuitos cerebrais e age em todas as partes de nosso corpo, que nos põe na frente do espelho e nos faz entender o quão fantástico é ser humana. Eu, eu mesma e Irene somos muitas em mim, não somos confusas e nem misturadas, nem somos uma ou mais personalidades. Eu, Karine, acredito bem pouco na sabedoria que se acumula em explicações que podem ser dadas quando encontramos a lembrança do que foi, do que é ou do que será. Eu, Pedrosa, sigo entre as pedras do caminho e me sinto tão viva quanto viva é a matéria bruta e a orgânica que cresce em torno de si mesma com maior ou menor lentidão, do mundo pra dentro ou de si para o mundo. Eu, Silva, sou cria ativa da floresta, sinto forte em minhas pernas esse correr rápido entre o mato, esse pressionar a terra com os pés descalços e me permitir estar longe do ideal civilizatório. Ah como é ágil o levantar! Leve andar me flutua no espaço.
O equilíbrio químico que, do mundo para dentro de mim usufruo do evoluir da civilização, me torna apenas capaz de,em torno de mim, saber que mão é mão, cheia assim... de dedos. O mundo me conta que nossa cabeça é cheia de cabelos e nossos sonhos ocorrem quando dormimos. Quanto mais vivo, mais entendo que a busca da sabedoria é o único caminho permanente em nossas sensações.
Hoje na cidade meu afastamento é sempre cena de filme. Olho o por perto, dimensiono o distante, vou e volto.
A flor de meu destino surpresa é plantada nos jardins por onde outrora caminhei. Meu futuro do pretérito, brincadeira de infinito que nem começa, é música de outras passarelas.
Desfilo por aqui a delicadeza das interferências no mundo do trabalho e o penetrar nos textos científicos dos estudos. Desfilo o cuidar de papai e mamãe, o amar a verdade do infinito sabor de sermos um grupo instituído no mundo por um acaso divino: juntos.

sábado, 8 de janeiro de 2011

pró-curo

é verdade que em festas me pergunto se alguém realmente acredita nisso.

verdade também que as baladas geralmente não acabam drasticamente aqui por mangacity.

Quando tomo concentração pela manhã, penso em como viver é claro.

Vi no circo o quanto são capazes os humanos...

conhecer pessoas é a coisa mais desestimulante que sei sobre a relações sociais.

fica fazendo frio em Belém... ventinho gelado e chuva das duas... até as duas do outro dia

é verdade que em festas me pergunto se alguém realmente acredita nisso. verdade também que as baladas geralmente não acabam drasticamente aqui por mangacity.

os jovens não sabem que quanto mais distantes no tempo, maior o esquecimento e não a saudade.

os jovens, meus velhos amigos, talvez não saibam que sou criança.

eu tinha um milhão de textos para ler quando descobri que não gostava de estudar obrigada.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Merasgum no rock da virada

Nenhuma pista em prosas
Karine,Assista.

Ao amigo Eduardo, agradecimentos pela existência paralela na madrugada primeira da década segunda do terceiro milênio da era cristã.
Aos amigos antigos, revistos, revisitantes, prazer em revê-los na mesma festa de sempre.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Trinta do doze de dois mil e dez

Escuto mantras tibetanos como Bg de Jorge Mautner e Chico Buarque; Penso em como as coisas acontecem, mudam e são variáveis; Tenho pouco de certezas, muito o que cumprir no mundo, muitos a quem amar. Sinto-me cada vez mais presente na vida, mais alerta ao mundo, de olhos e ouvidos mais abertos e humor mais constante. Já não tenho pretensões sobre o Outro, seus pensamentos íntimos, suas atitudes inexplicáveis, caminho em direção do futuro no presente de afetos que aprendo sempre a valorizar.

Penso nas alegrias intensas, nas felicidades sublimes e lembro da constância emocional que caracterizo como momentos de paz.

Daqui pra frente: Paz no caminhar, no acordar, no sorrir, no falar. Alegria no trabalhar, no estudar, no produzir. Verdade no amar, no sonhar. Força nos passos. Leveza nos movimentos. Astúcia nos negócios. Um banho de humildade na vaidade. Generosidade na vida material. genialidade na arte. Amor na dor. Resistência na carência. Sorte contra a morte. Vida, muita vida nesta ida.

Um dois mil e onze de Luz, paz e amor para todos nós.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Nascimento

'Sejamos assim, enormes assim, para que quem nos veja creia que o natal existe, que ninguém é triste e que no mundo ainda há muito AMOR'

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

"comigo não é com.meu.ego" tentativa de soneto

verdade! nessa altura me parou
loucura que as vezes não me cabe
abstrações do ambiente no som ou
razão de caminhar sobre seus passes

daquela beleza confusa plácida
pesquiso o momento atual ultimo
tenho duas idéias do que é vivido
e muitas ideias da vida mutável

em espaços de ação não egoísta
me restam excessos de coração
sou drama de drama de nada triste

simples porque complexo é o mundo
caminho porque me sobram as chances
de saber quem sou, de seguir comigo

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

natureza no meio da cidade

existem coisas que só a Amazônia faz pra você

me senti mais que humana simplesmente, me senti um ser natural. é, me assustei com um espetáculo da natureza.
estou bem chegando na parada de ônibus da igrejinha de 'nossa senhora de "Naza do céu"!' quando os pássaros, muitos deles, que se alimentaram nas mangueiras, gritavam enquanto voavam para uma bela árvore com cara de outono. a arvore no seu outono autônomo parecia folhada de tantos passaros verdes que nela pousavam. fiquei pensando no perfil do tuíter que a colega da mesa ao lado segue, chamado periquito do kan. são periquitos mesmo? é assim o cantar dos periquitos, aos gritos? uma vez na infância tivemos lá em casa uma curica sem asas. ei, eu sou do interior, não estava cometendo crime de biodiversidade, tá? ah, vem dizer que o povo do interior comer tracajás de vez em quando como uma iguaria é crime ambiental? tá, tudo bem, se todo mundo quiser comer entra em extinção, eu sei. Mas no tempo em que se vivia da floresta a natureza se aguentava, agora com estrada, exportação de animais silvestres, biotrafico e tudo não dá mesmo...

espedaçadas as mangas na calçada enquanto revoadas se mudam da cozinha para o quarto de dormir, entre árvores verde-verão e cinza-outono desfolhadas. a cidade acontecendo, os ônibus bombando de lotados, o trânsito feroz de violência, as pessoas exaustas na sexta feira fim de tarde e eu assustada com a natureza na cidade.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

PensadoTecladoAnotado



In segurança

Visto nos rastros
astros. cometa.
cometemos versões sob versões.
A cor damos na aquarela
querela?
quis ela. quero ela.
quero-o também, tão bem.
E-lá sou eu.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

sobre o teste

estou na plataforma da superfície, não adianta escrever em códigos. putz!

testando

testando novos conteudos e formas de interações com a interface. será que rola? deixa aí mister google!

< embed src="08- Caia Na Estrada E Perigas Ver.mid.mid" >.

domingo, 28 de novembro de 2010

sonhei com você

inconsciente malvado esse que me sonha e me deixa lembrar de meus medos de amores que terminam. maldade sua, inconsciente, fazer sonhar assim tão preciso que tenho medo de trocas.
os dias que seguem são tão doces, completos de amizades, amores e conversas do pensamento que dentro de mim o inevitável medo de existir sozinha me esquece que compreendo o bem da solidão. constrói-se em mim o amor por ser ativa em vida e possuir as felicidades de bem amada em família e possuidora até de amigos. não gosto de amar a felicidade porque sei que ela vem só quando quer, e amando-a ou não a recebemos sempre como estrelas de iluminação interna. ocupei-me em amar o dia a dia duro e pacífico da existência, mas toda vez que a felicidade me visita sinto um profundo medo de desaprender a amar o cotidiano. sei que é só um medo, porque aprendi a viver vivendo também após a felicidade.

bem, deixemos isso pra lá, a felicidade está aqui, como pode estar também no cotidiano de paz interna. vamos todos viver a alegria de estar vivo e sentindo, pois através dela caminhamos emparelhados com esse universo fantástico de leis físicas e intuições abstrativas.

sábado, 20 de novembro de 2010

No Verso encontrei o Uno

Quando disse que sim não sabia, apenas estava perdida e cansada das fraquezas de viver. não sabia que o centro de minha sensibilidade seria tocado com tanta precisão, já não acreditava mais nas emoções dóceis, nas liberdades frias do caminhar, ao lado. escolha boa a que pude fazer. quem me permitiu isso? quem me dá essa liberdade que nem sei se mereço de escolher e viver assim tão boas surpresas? por Deus, pelos Deuses, sinto-me agradecida ao universo que abriga a realidade das ações no mundo.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A Paz da Passagem. Paisagem...

o que meu corpo quer dizer com essas articulações rígidas, essa caixa toráxica apertada para os pulmões e essa cabeça pesada?
por quais caminhos andei até me desenergizar ao ponto de o inconsciente me dormir por tanto tempo até minha musculatura ficar entravada?
minhas leituras, meu silêncio, minha solidão, nada tem recompensado a energia perdida em noites não dormidas, amores superficiais e danças sem nexo.
o continum de meu acordar me reforça a idéia de existir em mim, existir pra fora, existir o tempo todo, mas alguma coisa ficou nesse caminho, alguma coisa não está mais em seu devido lugar, e alguma coisa em mim me recria. recreio. avalio e busco na inteligência a explicação dos fatos, não é fatídico que renasci, que reestruturo-me de uma adolescência revivida ontem. também não dá pra explicar nas fases, só a intuição me permitirá encontrar a paz de existir viva. há muito ouço meu inconsciente como a um amigo experiente, há muito ele vem me indicando caminhos e me reconstruindo no sono, agora porém preciso me reconstruir nos fatos pelo único caminho da intuição. desejo mudanças plenas, plenitudes mutáveis e realidade intuitiva. desejo o universo na realidade através de mim e menos a realidade de mim no imenso universo. desejo o deus cristão não para construir mas pra obstruir em mim as barreiras que me trancam na realidade dos fatos ou no inconsciente universal. Mística, preciso de todos os sábios, todos avatares e deuses, todos os iluminados. a paz de dar passagem.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Motorista de ônibus, o que te acontece?

Procuro as justificativas para compreender os motoristas de ônibus que insistem em sempre sair atrasados, justificativa: o calor do meio dia. agora o fato de estarem com seus veículos parados ao lado de pessoas que precisam embarcar neles e arrancarem por puro preconceito com idosos e deficientes físicos é alarmante.
Porquê exatamente deixar a senhora idosa dois quarteirões depois de onde solicitou através do sinal sonoro? ou porquê ir embora com o ônibus quando o deficiente físico fez todo um esforço para chegar rápido a porta do ônibus que o senhor motorista fez questão de parar muito distante da parada? O que move o motorista do ônibus? que força é essa que faz ele arrancar o ônibus quando o justamente ainda a pessoa com necessidades especiais ainda não se acomodou em uma cadeira?
o que acontece? por quê? a pressa não justifica porque essas pessoas são experientes em seus serviços e sabem que alguns segundo as mais parados não fazem diferença e que o tempo só é ganhado em lugares com paradas distantes. Deus, o que acontece com esses caras? eles não são capazes de pensar um pouco além do momento? um pouco dentro das pessoas que estão alí paradas ao sol de meio dia precisando daquela condução para resolver outras questões de seu dia a dia. pessoas que bem como aqueles motoristas trabalham bem mais do produzem. Por que justo os deficientes físicos e os idosos são as vítimas do motorista de ônibus?

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

memórias do futuro

das releções de trabalho

reconheci nela a postura que um dia tive, em escala menor. Reconheci aquela postura arrogante e repensei a trajetória, essa que diz que aprendemos sempre e que capa de jornal acaba enrolando peixe no ver-o-peso, o que fica é o que aprendemos que errado. o que é certo nunca sabemos, apenas aprendemos o que não se deve fazer. é importante sabermos quem somos, onde estamos, porque estamos e agir de acordo com filosofia das respostas.
è importante sabermos que as honrarias não ficam e, que, encobrindo a realidade sempre há sempre os desejos de quem faz as coisas pensando no que os outros vão pensar. O agir movido pelo desejo de encontrar nosso próprio caminho, alcançar nosso próprio obejetivo sem afogar pessoas nos leva ao caminho correto e nos põe próximas do que queremos.

Deus, eu tenho um caminho a trilhar e é mantendo os pés no chão que o que construir. esteja comigo e agregue a nós somente pessoas que não queiram destruir, desencaminhar. Nos permita viver com quem, em vez de separar, dividir, agrega.

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