segunda-feira, 5 de maio de 2008

Pássaro vermelho sangue

Os Guarás, pintando o céu de vermelho... Uma revoada deles no azul.
Os guarás no verde das folhas de uma árvore, não se sabe se são flores, se são pássaros.
São tão belos com sua cor de sangue, e voando...

O Pará não para de me surpreender, gosto dessa capital com bosques dentro da cidade já feita quase toda de pedra e asfalto, desse clima de chuva.
O Pará Marajoara é um pedacinho do paraíso. É Pará is(s)o!
Nossa gente e sua cor, nossos pássaros e suas cores, nossas comidas e seus sabores.

O Brasil é uma delícia!!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Continente

Me sentes

Me S o l t o

Vou

e

volto

terça-feira, 22 de abril de 2008

Cerveja, queijo e arte...

Não procurem o que há de pior, já o fiz. Dêem missões e exijam o melhor.
No ser ou não ser, escolhi ser. Mas seja eu quem for [se flor, se temor], sou sobre humanamente inesgotável.

Falo aqui sobre beber sem ter sede, amar em todas as estações (que certa vez li ser a diferença do homem para o bicho).

É que a teoria é a própria prática, só que a prática é do ser para o mundo, a teoria o inverso. Acostumamo-nos a impor [ou seria expor?], o mundo recebe tudo. Já os seres não, esses querem filtrar. O caso é que funcionando como filtro, o humano deixa a sujeira fixar, convive e alimenta-a.

Acontece que se falo para 10 pessoas, falo 10 línguas.

Cerveja, queijo e arte. Cabeças pensantes, personalidades que não cabem em seus corpos. Espíritos semi livres de carne, de ideologias {prisioneiros da ausência de sabe deus qual ideal}.

Eu

Tu

Eles

Nós

Porta VOZes

Dos sentimentos desconexos que saem da GENTE

e levanto a mão e digo:

É arte!

Éle

Libertem-se letras
Lutem
Liquidem


Lucidez


Lembranças
Livres
Limpas
Lacônicas


letras ligeiras

Descubri em minhas sensações o medo dos caminhos que apenas se cruzam.

Para mim, “o infinito é realmente um dos Deuses mais lindos”.

Sigo

olhando para frente , mas não deixo de sentir a ausência do que não pôde ser permanente.

terça-feira, 15 de abril de 2008

O bucolismo da transamazônica

Observo o céu de um azul morno e belo com suas nuvens brancas e seus efeitos. Terra verde. Estrada rosa. São muitas as palmeiras e é vasto o pasto. A estrada não respeita o subir e descer dos morros e por vezes tem paredões de terra rosa ao lado e, neles parece estar escrita a história dos que passaram por aqui e cavaram um pouquinho a terra da estrada. Temos postes, postes de madeira não polida, como se fossem árvores, mas em vez de folhas, fios de alta tensão estão nos galhos.
O mercedes da transbrasiliana chacoalha, são muitas poltronas, duas para cada pessoa, homens e mulheres viajam em silêncio. Dois brasileirinhos olham atentos a paisagem lá fora, um veste verde, outro amarelo. Também olho para fora e vejo o retrato que mais chama atenção: minhas duas janelas, o verde, os bois, a casa de madeira, passamos por ela e agora só o céu, pano de fundo.
O dia chega ao fim, no horizonte raios solares cor magenta por trás de nuvens carregadas (não é bom sinal [nuvens carregadas]).
Um homem vestido no uniforme azul da seleção sai de uma estrada de terra, meu campo visual não permite ver para onde a estrada leva. O homem pisa na rodovia tranzamazônica, não dá a mínima para o ônibus que passa...
Vindo com destino oposto, caminhões de bois, "pickaps".
Percebo que não vi flores no caminho. E como mágica, uma árvore inteira florida, são brancas com o diâmetro de um pulso de mulher, pétalas alongadas. Vejo agora umas vermelhas no centro com pétalas na vertical alaranjadas nos olhos. Uma elegante casa de alvenaria com roseiras no jardim da frente. Chegamos a um município, não vejo muitas ruas. Mas casas, isso sim. E asfalto! que alegria, asfalto!
Toca música sertaneja no bar próximo ao terminal rodoviário, é bom ouvir algo diferente do chacoalhar das malas, dos bancos, da lataria, do motor e dos meus próprios órgãos.
Paramos agora no terminal rodoviário do Novo Repartimento, paguei cincoenta centavos e usei um banheiro cuja porta não tinha tranca e o cobrador do banheiro parado feito um dois de paus na anteporta... (situação!).
Sobre esta cidadezinha, acho que ela possui um belo meio fio com coqueiros, quiosques e florezinhas vermelhas na, provavelmente, única estrada asfaltada do lugar e casas de madeira cujas alicerces são estacas de madeira, acho que alaga por aqui!
Durmi,
acordei...
O dia já é amanhecido, a paisagem mudou, à beira da estrada a mata é do tipo bosque, árvores altas, chão limpo, há uma casa a cada vinte metros e elas não possuem cerca, ficam ali, a beira da estrada e a frente de um imenso bosque.
O céu é de um azul cromado, passo por um campo desmatado e percebo a neblina baixa e espessa sobre a grama entre as poucas árvores.
No ônibus novos rostos, uns foram em transportes mais velozes, outros ficaram no meio do caminho, mas a quantidade de pessoas é a mesma. Todos foram substituidos, estamos em silêncio, mas vira e mexe ele é imterrompido pela noção de tempo, estamos próximos ao nosso destino, as pessoas querem saber horário, localização.
Floresta, da bonita. Daqui um pouco chegamos em Belém, será que tá tudo bem?

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Daqui para frente tudo vai ser diferente

Agora são as histórias dos artistas, as piadas dos colegas, a voz e a música.

É o cansaço no final do dia, o dinamismo no decorrer dele.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Minha generosidade burra já me aprontou várias. espero paciência, sempre deles espero paciência.
Eu aprendo, eu aprendo.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A felicidade e a infelicidade

Ciclos, gestalts, missões, experiências, trasmissões, retornos, resgates... isso tudo e muito mais!
a tempos não via e sentia a beleza da vida, a leveza do cotidiano.
Sou tão cheia de histórias malucas que o passado me atraiu a mais, só que me conheço como poucas pessoas conhecem a si mesmas.
Brindava sempre "A nós, porque como nós são são poucos", depois descobri que "a nós, porque como nós só nós" é mais cabível. Ando pelos caminhos que a vida me coloca, escolho, recolho-me. acredito muito no futuro, acredito muito em Deus, quero viver e quero não me fazer mal, porque não preciso de mim mesma como inimiga, sou forte demais, ninguém me merece como inimiga... mas também destesto inimizades, sou como todos, gosto de ser gostada, agora já sei que não adianta, nem todo mundo vai gostar da gente, as pessoas são diferentes, cada uma com sua viagem, cada uma com um aspécto, uma ideologia, o que é pior, a maioria sem objetivos, rodando atoa na vida, sentindo pena de si e fazendo qualquer coisa para ser feliz no agora, ora ora, felicidade ou é nata ou é construída solidamente. acho que é aquilo que se come, sim! felicidades são as necessidades fisiológicas, é estar vivo e viver. infelicidade é destruir a vida, a nossa, a dos outros. tudo que vai contra a vida causa infelicidade, tudo que vai a favor dela causa felicidade.

sábado, 22 de março de 2008

essa nossa velhice precoce

tenho tido bastante tempo para pesar, medir, contrabalancear, armazenar, reavaliar e todas essas coisas que temos de fazer para higienizar a mente. acho mesmo que o grande problema da nossa sociedade é ter largado a mão da emoção, da internalização do ser (não que dê para viver de auto-avaliação, não dá!) mas é tão necessário limpar as idéias, polir as boas lembranças e reescrever certos registros de memória.
reeditar o pensamento, reprogramar as projeções.
todos que conheci sempre foram tão prisioneiros de seus desejos por liberdade que, hoje, sendo livre das prisões emocionais que criei encontro poucos no caminho da liberdade verdadeira... é que ser livre tem tanto haver com tranquilidade e paz, tanto haver com bastar-se e ser capaz. o sucesso, em primeiro lugar tem haver com o ser, e principalmente saber o que ser, o que se quer e como se quer.
O ser é inseguro, mas somos seres de inteligência descomunal, perdíamos somente para nós mesmos, nossas emoções, sempre engatilhadas por algum ponto de uma memória ancorada em registros de emoções. que bom que são tantos bons registros, tantas loucas emoções, tanta verdade. que pena (que pena porra nehuma) tudo foi vivido tão intesamente e emocionalmente. estamos tão amadurecidos. agora é hora de te prazer nas emoções pouco intensas, nas pequenas verdades do dia a dia.
Escrevo na primeira pessoa do plural... é que sentimentos e pensamentos são caracteristicas comuns aos humanos, e meus leitores são humanos. somos.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

"O silêncio também é música"
"O único aspécto permanente é a mudança"

Amo, amo, amo muito viver.
"Amo muito tudo isso". "Adoro muito tudo isso".
É lindo, viver é lindo.
Vida maravilhosa, força louca, verdade, verdade, verdade...

"Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz"

"Eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisias (...) quero crêr no amor numa boa e que isso valha para qualquer pessoa que realizar a força que têm uma paixão, hoje o tempo vôa amor, escorre pelas mãos, mesmo sem se sentir que não há tempo que volte amor, vamos viver tudo que há para viver, vamos nos permitir(...).

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Novo Tempo

O tempo esmagador, que "esmaga a dor"*, também sabe trazer os bálsamos de luz e paz. Sabe ensinar a olhar o presente com vontade, verdade, coragem.
Muito a agradecer, forças a repassar. Em minhas veias corre agora uma vontade antes inexistente que exige do meu corpo mais vivacidade, perspicácia e vontade de acontecer na realidade do mundo.
A realidade me chama e respondo cada vez mais depressa, resolvo, elimino problemas com uma facilidade gigantesca. Cada vez mais forte, cada dia menos instável, com os horizontes mais iluminados pelo sol.
Bases mais firmes, coração menos impulsivo, cérebro menos ativo. Funções orgânicas normais.

*Letra de " a euterpia

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Já posso sentir na pele o vento gelado
posso ouvir o barulho das águas da bahia e o riso dos amigos
sentir a barriga doer numa gargalhada e a força que tem quem tem a verdade nos olhos. Sentir-me em completa e absoluta evolução, dominada pela razão da emoção. Pura por todos os lados.
Linda estadia...
Surda aos apelos do mau.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Janeiro de 2008. 2008, o ano!

Traspassadas, tecidas, unidas e separadas sempre no momento certo. Oh Deus fazei de mim instrumento da tua vontade, e que os caminhos trilhados no infinito tenham sempre as faces adocicadas do amor e da verdade pela vida.
Escrevi à mão, muitas linhas de por onde corre minha imaginação, umas palavras vãs, outras sobre febres, guerras, tristezas, alegrias, sim escrevi sobre paixão, sobre multidão, solidão, disse sobre a família, a escola, as conversas cíclicas. Li Gabriel, o Garcia; dirigi Gabriel, o anjo, vi nascer Miguel, a criança.
Andei de bike por caminhos desconhecidos, vi o sol se pôr na água, na floresta, de trás das casas. Passei a mão nos muros e senti como tudo é tão físico, grotesco e real. Ouvi as vozes, os passos, as malsicas (música ruim), falei bem, critiquei bem pouco.
Hoje, faço.
Aço. hoje.
sou de aço.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Temos que aprender a viver. Se sei algo, posso fazer, se não sei. devo aprender. Todo acerto provém de experiência e toda experiência provém de um erro. tridimensional... Mas vamos falar do que é multidimensional, o espaço, o sopro vital, o pensamento, a vida a morte, A Comunicação.
A comunicação...
Como?
ação?
única não.

Mas sim, sempre comunicação como ação presente. principal. primordial.

Andei muito na chuva [quem vai pra casa não se molha] pensando em comunicar as ações de quem eu via passar. Edspanto, pena, medo... sentimentos multi, multiplicados e multilaterais. recebi todos eles, filtrei os que detectei precisamente a vertente da força desnecessária.
não olhei tanto para os lados e me vi por dentro. vida estranha dentro de nós. subdvisões. sistemas, órgãos complexos, vida vermelho musgo. movimentos repetitivos, batidas. tecidos, células... e dentro delas determinações do infinito. quimica e eletro. e fazendo tudo funcionar o fluxo, o sopro, a verdade, a vida, o milagre.

outro dia escrevo mais.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

avaliação final

Ano finalizado com saldo positivo,

posso olhar para trás e enxergar os pontos positivos e, isso, de tudo, é o mais positivo.

OLHAR E VER O QUE HÁ DE BOM.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Coisas

O tempo de uma história. Sendo o tempo algo inventado por nós para complicar a vida de que forma medir o tempode uma história. ok, ok... tempo espaço não existem... mas isso da terra girar em torno do sol nos obriga a chamar de dia o período do percurso. mas só que quando entra o ser humano, com todas as suas indefinições, pelo menos para mim, várias pessoas do mundo já devem ter tudo definido depois de uma certa quantia de informação adiquirida, mas eu não, enfim, complexos e indefinidos como são nossas emoções , paixões, e o mundo de cada um outro ser de nosso convívio... como sistematizar esse tempo de forma não horária, mas... como posso dizer... "relógio sentimental, ou medidor de emoções, ah! acho que falo da intensidade dos acontecimentos, dos encontros entre humanos, e falo também da frequencia, mas não de assiduidade, frequencia de onda, onda de energia... ai, vou dar uma estudada em física quantica para ver se consigo me expressar melhor. A idéia está complicada, então vamos para os fatos... escreveria um texto no blog, quando pensei em escrever sobre o tempo, porque estava confusa sobre permenência das circunstâncias, comecei a escrever e outras coisas me lembraram todas as coisas, estou sempre fazendo uma coisa puxar a outra e de vez em quando fico impressionada com informações que acesso em meu cérebro. por isso falei do quão a mente humana me parece complicada. mas como escrevi sobre isso de forma generalizada lembrei que quem não entende o ser humano sou eu... muitas pessoas entendem-se mutuamente. Mas não é o que se vê na ruas e relações interpessoais pela estrada a fora. lobos e chapéus se misturam numa dança doida de gente e seus pensamentos e seus sentimentos, suas histórias trancadas em suas expressões hora decifráveis hora inacessíveis. dança louca essa do mundo. me pergunto se um dia a ciência da comunicação vai valer para que as pessoas se entendam e se compreendam...

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Noss Senhoooora!!

Nossa senhoooora!!

Desarticulação, mudança de curso... o que trará o presente?
Sei que é novidade. essa minha maioridade meio louca.
O tempo de doar, de respirar rompeu seu curso. por que conta?
Curei-me da dor. olhos abertos, secos de lágrimas. Tristezas nunca mais me virão, nem verão. é verão no Brasil. chove em altamira do pará. dominei a emoção. sou pura. emoção.
Lhe quero amar. Lhe sou amor. Me cantas, me sentes, me procuras.
Só eu procuro e me encontro. sei onde está cada uma de mim.
Somos roucas, não loucas.
Somos mais, totalmente demais.
Eu, a flor [de lótus?] do dia.

Hoje foi um bom dia. dia do anúncio de ainda não sei o quê.

sábado, 24 de novembro de 2007

AHE Belo Monte

Em minha cidade, porque sim, essa cidade também é minha não será permitido segregação. Não será permitida a implantação de projetos mal projetados. Minha gente não ficará sem casa e sem fonte de renda. Nenhum grande projeto da Amazônia poderá chegar por aqui e destruir a morada de duas mil pessoas sem que haja grito e compensação. Se querem fazer interferências na natureza que façam com tecnologia de primeiro mundo, mas deixem para lá isso de sacrificar uns em prol dos outros. Tem-se que agir com humanidade, tem- se que considerar cada ser como único e especial. porque não seremos simples narradores de Javé enquanto afundam casas e secam os rios levando com ele os peixes.

sábado, 17 de novembro de 2007

Retrospectiva

Temos baby chá, clube da viola, forró, cavalos. Festa no Haras. não fosse eu alguém com pouco talento para festas e diversão demais (acho tudo isso um tanto frustrante). Tenho um emprego para voltar, uma família para animar, um teatrinho de natal para dirigir, artigos para escrever, meio ambiente para cuidar, crianças para evangelizar (poxa, deixei minhas crianças, faz duas semanas não apareço para aprender com elas sobre a vida que elas gostam de me ensinar). Penso em ter uma bicicleta, para os dias de tédio. Pedalar na beiro do rio. me faz tão bem.
Ah, nossa! como tenho saudades, uns amigos e uns filhos que deixei para trás. A Rafa, o Rafo. A Vivi, a Walk. A Ney, o Caco. gente que nem sabe que sou apixonada pelas suas histórias. A Maria, de São Luiz e a Maria de Bréu Branco. A dona menina e sua sofia. ricardo e tiago, o sá. Gente que cantava comigo aquelas músicas do caetano velozo que dizem sobre como é longo o caminho. Na lívia, no andré e na roberta, da faculdade, não quero nem falar. porque se não, me lembro da marise e suas soluções, a ajuda que sempre me deram. os amo.
Amo mais quando estou por perto, longe é difícil ficar lembrando. tenho saudades, mas sempre com alegria. Que Deus proteja a todos nós e desate todos os nossos nós. Ei Joyce, saudades de ti, mina de sampa. Nassif e alethéia, do trabalho. como foi bom trabalhar com vocês. como ter a amizade dos dois.

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