domingo, 28 de junho de 2009

Samuel Fassanaro

Não são só as lágrimas que derramo ao te olhar, nem apenas a censura de minhas invencionices, não somos dentro de mim a ditadura e a revolução apenas. Dentro de mim és um gigante que me transpassa os braços apertando-me contra o peito num gostoso abraço, dentro de mim és a espera que aquece a alegria, dentro de mim és o amor de cristo que nos uniu. em seus olhos meu corpo todo mergulha e sinto que o mundo é pequenino, a atmosfera é o nosso palco e as palavras nossos sustentáculos.
conversaremos pela eternidade, conversaremos no msn, no celular, no orkut, face a face, boca a boca, corpo a corpo, olho no olho. conversaremos sempre e sempre mais, por todas as coisas, todas as ideias, todas as belezas, todas as tristezas desse mundo e dos outros nos serão pautadas, temos a eternidade pra conversar . eu te amo civilizadamente*.

* termo que adquiriu significado particular para os amantes em questão.

Ka.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Pão e Circo na Cultura paraense

Rir ou chorar?
lá vem o holocausto!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Bastidores da Cultura paraense

"Não deixe que o vírus da mediocridade que toma conta dessa instituição pegue em você"
(Autor, Me dá uma idéia?)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Eu exijo cartolina e giz de cera

talvez atraves de alguns rabiscos a [rádio] Cultura do povo paraense possa ser retransmitida, já que as ondas do nosso rádio repetem a mesma cena insana.
O sonho de atraves do trabalhob conscientizar pessoas, difundir nossa cultura, valorizar nossos artistas e o nosso povo difundiu-se no mar de tédio de uma repartição pública parcialmente terceirizada.
As músicas cantam os mesmos versos, as vozes repetem a deixa: deixa pra lá.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Mundo Mesquinho

Mais da mesma ausência, ausência de realidade, de verdade, de sinceridade. Mais da sociedade que elege como grande a invisibilidade. Mais da consideração falsa por nossos atos. Mais de vocês tendo conseguido o descontrole de quem o tem. Mais de todos ignorando nossa presença magoada. Mais de seres calados e amedrontados. O que somos nós os humanos para o estômago com fome do que pensa na possibilidade de perder seu emprego?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

BBB

Não acho Big Brother Brasil cultura inútil. Acho que personalidades marcantes são exemplos de como se pode ser diferente do normal. Exemplos de como ser ou não ser. De como a opinião pública age com essas ou aquelas atitudes, afinal, não precisamos estar na televisão pra sermos julgados, o meio social faz isso conosco o tempo todo. Na edição nona do Big Brother, as personalidades nos deram um bonito exemplo auto-aceitação. Os finalistas, tem uma aceitação de si mesmos incrível.

Gostei da francine, que fala o que pensa sem se preocupar em parecer perfeita. Gosto da falta de falsa moralidade, e da verdade, que nunca é muito mais que cômica.

valeu engrossar a massa brasileira para esse produto da mídia tão cheio de personalidades.

terça-feira, 17 de março de 2009

ui

O mundo do trabalho é bem interessante, desde que ingressei através de concurso público na fundação de telecomunicações do pará, vários momentos emocionais e profissionais se colocaram no meu caminho.
Primeiro momento, televisão, Cem Censura, produzir pautas. simples para minha inteligência, entediante para meu transtorno de adaptação, que não quer dizer que não me adapto, só que me adapto e enjôo. Em meio a um turbilhão de emoções, aos 21 anos, cursando jornalismo de manhã, trabalhando a tarde e cursando teatro a noite, não me foi provável. a hipocrisia escrachada do mundo do trabalho, o fato de eu ser jovem, bonita e eloquente, deixararam não só a mim, como a todos que me cercavam loucos, e quando o diretor sai e a apresentadora dirige, é solicitada para a direção de televisão minha transferência.
Se dizem que sou louca, quem sou eu para discordar, licença médica para tratamento psiquiátrico.
oito meses depois estava a Karine que Altamira sempre conheceu, inteligente, antenada, de raciocínio rápido e de educação e doçura incontestáveis. Claro, com um jeito maluquinho de ser, por ser única, diferente e por pensar sem parar.
Fico na repartição pública que trabalho, muitas horas sem produzir, pois produzo, não fico enrolando como é de prache aos funcionários públicos. Eu não finjo que trabalho, eu faço meu trabalho e quando ele acaba não encontro, por mais que procure, possibilidades de contribuir, porque nesses dois anos, cada um tem um programa e ninguém quer que uma menina curiosa venha entender sobre o que é feito e como é feito.
Reformulação da programação da Rádio Cultura, antes de ser ameaçada pelo novo gerente de programação em relação ao estágio probatório, avaliação esta a ser realizada em única etapa, por motivos não esclarecidos aos funcionários concursados de 2006, sempre tidos e tratados como a herança maldita do governo passado, tenho trabalhado como produtora da rádio cultura, sempre dando o melhor de mim nas pesquisas, na elaboração do texto, na "direção" do fonograma, nas gravações do canta pará, na construção de quadros como música e letras, banda sonora, retoque, multicultura, dicionário da arte brasileira. tenho refeito pautas, construindo roteiros em cinco minutos para tapar os buracos que eventualmente a produção (uma estagiária, enquanto uma de nossas colegas estava de férias) deixa. Roteiros avaliados pela apresentadora como excelentes. Afora meus problemas de saúde, os quais nunca neguei que tenho, botando na balança para ver o quanto pesa, acredito que meu trabalho tem sido de grande validade para o propósito real de um rádio pública. Atenção ao artista paraense, valorizando-o e divulgando-o, compromisso com o cidadão oferecendo a ele informações culturais de qualidade. Para assistente de produção que é o cargo pelo qual recebo, sou uma excelente produtora.
Mas enquanto ouço ameassas em relação ao meu estágio, é questionada a minha inconstância, característica do meu CID, que para uma pessoa nas condições de trabalho e salário é completamente irrelevante.
pois é.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Maresia, sente a maresia.

Minha inconstância encontrou a terra, abandonei meus solos por uma estrela que brilha muito perto de minh'alma. convivo, porquanto vivo, as verdades deixadas escritas, sonho e acordo com uma perna noutro plano. As flores do meu caminho me enchem do doce aroma do amor, e a vida da sinceridade me enche de energia infantil, fazendo surgir em mim a responsabilidade de que precisava. não compreendo algumas situações, mas enchergo tudo bem do alto, é tanto que o mundo me atinge bem pouco.
É a paz que nos faz de verdade.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

meus sonhos II

lembra aquela lagartixa?

transformou-se numa bela borboleta.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Agradeço a interface, aos códigos binários , a microsoft, e à rede.

As palavras "namoro virtual" causam riso, um certo desprezo e descrédito, como se a denominação fosse uma dessas brincadeiras de chat, em que se tecla um espanhol desarranjado, para sorrir das pessoas que te acreditam estrangeira. Aí a gente diz que habla um pouquito de português, justificando assim as falhas no pseudo espanish. Isso aí é curtição na net, é a rima virtual daquelas noites em que foste para balada e enrolaste um garotinho que beijaste só pra não perder a noite.
nAMORo VIR(a)tual é uma coisa. coisa que se alimenta, que se dar, que se recebe. É reviver os romances proibidos do passado. Quem na contemporaneidade viveu uma história de amor de verdade? Romeu e Julieta não sofreram nas mãos de seus familiares o que os códigos binários fazem conosco. Tudo o que se pode codificar a interface amiga aproxima em um só pensamento, esse campo no universo virtual vai sendo preenchido de carinho, de verdade, de amor. paralelo ao espaço virtual encontram-se as extensões do corpo (ex. um celular na mão). E o romance vai sendo construído, projetado, programado. E quem sabe, assim como edifícios derivam da arquitetura programada na interface, os corpos se encontram e a boca suspenda a necessidade dos binários.
E o amor aconteceu, estou perdidamente apaixonada por uma janela do msn, por um telefone motorola, por um tim fixo, por um e-mail, pela existência de um corpo, de um pensamento residente as muitas léguas da cadeira do lado na sessão maldita do Líbero Luxardo.
Estou abundantemente feliz.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Excêntrica

Se não der para consertar a cabeça, pode deixar que eu conserto o meu mundo.

Eu não sou doida, sou diferente, e quando a gente é diferente o mundo que a gente vive também tem que ser diferente. Sim, eu sou doida, tanto que quero que o mundo seja diferente porque eu mesma não sou doida.

O que busco é o tal caminho, aquele que quando a gente encontra vive seus melhores dias, entende pra que veio. Eu vim, e estou aqui. Olho ao redor e sinto o amarelo caramelo não dizer nada a consciência, só aos olhos. Uma cor. Só uma cor. Minha obrigação é com o tempo, justamente o tempo de quem eu tanto reclamava quando tinha sede de conhecimento. Sim, minha loucura vem de meu olhar que não está, vem do sono todo sonhado, vem do não aprendi o não, nem ouvir, nem dizer. Minha frase sem nexo é aquela que o mundo esqueceu de completar, é a deixa pra mil piadas que poderiam ser, para 100 poemas escritos e para uma multidão aos gritos...

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Fundação Pública de "Direito" para Poucos

"A lei número 7.215, de 03 de novembro de 2008 é fruto de muitos estudos comparativos entre as diversas Emissoras de Tv e rádio educativas, sempre buscando-se o melhor para o seu gerenciamento e para seus funcionários."

No entanto a empresa e o Estado não se importam com a disparidade salarial entre os funcionários que serão regidos pela CLT e os chamados concursados de 2006, regidos pelo regime estatutário.
Veja mais um tópico do informativo:

- E os concursados de 2006?

Estes servidores adentraram na Funtelpa sob o Regime estatutário e como tal permanecerão com todos os direitos e deveres a eles inerentes, por ocasião da feitura da lei tentamos incluir um artigo visando a possibilidade de migração de regime, para opção, porém tal possibilidade foi considerada ilegal pela SEAD, Procuradoria Geral do Estado e pela Consultoria Geral do Estado.
A equiparação também foi considerada ilegal por estes três órgãos, ficando, portanto, os estatutários em quadro de extinção, com todos os direitos a eles inerentes (triênios, liucença para assuntos particulares, licença prêmio, etc, vários direitos que não existem no regime celetista, carga horária diferenciada).

Percebam nos trechos, destacados por mim, que eles duvidam da nossa capacidade de pensar e tentam convecer-nos de que é muito justo trabalharmos nas mesmas funções que nossos novos companheiros celetistas e ganharmos a metade do salário deles.

A Funtelpa espera regularizar sua situação trabalhista e, para tanto, pretende colocar em quadro de extinção todos aqueles que adentraram atravéz de concurso público promoido pelo governo passado em 2006.
Enquanto assistente de produção, não cabe a mim encontrar a solução justa para regularização trabalhista desta empresa, mas cabe sem dúvidas a mim, identificar injustiças tamanhas.

Os cargos em extinção serão facilmente extintos com essa nova (des) organização.
seria talvez a estabilidade que incomoda tanto?

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

é o quanto acreditamos, o quanto apostamos. quando aprendemos

identifico os pensamentos, classifico-os, dou a eles valores. não tenho mais tão forte a admiração pelas pessoas, mas também não vou entrar numa modinha de adorar as plantas. acredito nos pensamentos, nos muitos, nos embaralhados, nos inusitados, nos divinos; essas inspirações que vem à mente que entram nos sonhos. vira e mexe uma canção, mas essa também não surte efeito. não surto, deveras curto porque essa vida tem que ser divertida. tudo muito bem, muito bom conosco o universo, acontecimentos encadeados, os caminhos dos pensamentos que geraram as atitudes que imprimiram o amanhã. é tempo de adquirir a energia.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

meus sonhos

um amigo em meu ultimo sonho disse: tem uma lagartixa no seu pescoço, ta parece você, se arrastando!!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

acabou e é só de dois em dois, graças!!!

Valeu acreditar em algo impossível para melhor persuadir. O esforço para adquirir algo de novo entre as coisas que já se sabe fazer, a crença de que a nossa própria capacidade vai além do que por vezes supomos. Valeu perceber que a perfeição não aparece de acordo com nossa vontade, mas que ela vai se mostrando com a prática.
Pesou a responsabilidade do dia a dia e o poder de convencimento. a comunicação é uma ferramenta assustadoramente eficaz.
a política continua sendo má. confirmadamente má.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Eu não escrevo, sinto

Desfaz o tempo

Impressões na areia

Liberdade de expressão

Pensamentos livres

Livres palavras recém pensadas

É instantâneo

A gente sente

Depois sente que precisa falar

O que sentimos não é o que falamos,

mas não custa tentar

Minha

alma

conversa

Com

Almas

De

Corpos

Que

Não

conversam

sábado, 26 de julho de 2008

Cada opinião uma sentença

Isso é forte para quem sou. Sou também forte, posso com essas.
Mas olha só...

Aceitação é infantil
Os julgamentos de valores não são feitos faz um tempo. Aprendi a me criticar e isso fez-me ter dificuldades com as críticas de quem está de fora.
Os novos são difíceis porque desconhecem a história. tenho preguiça de conhecer novos por causa disso, o processo é chato, explicar porque somos quem somos, como nos tornamos mais ou menos críticos, de que forma montamos nosso repertório e em quais caminhos aprendemos a andar. As máscaras muito brilhantes cegam. As apagadas somem na massa. Os sentidos desaparecem quando somos por julgar, julgados. Quem com ferro fere, como ferro será ferido. é por aí.
somos tão jovens e tão intolerantes. Sabemos da vida um nada, mas sabemos um tanto. Vivemos tantas emoções, das improváveis às óbvias. Vivemos de análise, a auto, a médica, a trabalhista, a familiar, a de sites de relacionamento, a dos amigos. Mas somos tão jovens!!

terça-feira, 24 de junho de 2008

Passeio pelo passado

Poesia do Blog antigo.

o endereço é duvidasedescobertas.blogspot.com, visitem, lá tem umas coisinhas legais, é só procurar.

Poesia sem título

Risada comparada
Minha imaginação quebrada,
acostumei-me com desvios

Vias de fatos
Veias de navegação
Vôos que não lembram do chão
Vosso coração

Braços abertos
Mãos dadas
Abraço rodado
Amor descarado
comparado
roubado.

Encontre-me entre luzes
entre um passageiro e outro
Nos casos reais
Nas flores ideais

Ah, o mundo das idéias!!
Mais perto, deserto...
De certo encantaremos e encontraremo-nos.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Hoje!

Para alguns onde estamos é morada, para mim é vestíbulo.

Procuro respeitar a casa, mas não sou visita,

pago aluguel.

Me assusta

(um pouquinho só)

essa necessidade de nos fazerem invisíveis.

Sinto-me em ascensão,

falo ascensão espiritual,

porque o progresso não bate na porta,

esse

invade!

Sou feita de aço

O que quiser, eu faço

Não tenho medo de deixar de ser

Minha estrela está sendo feita

Eu

Já sei brilhar

Sou o melhor de mim

E ponho o que sou em tudo que faço.

Sou filha de Deus,

Por isso

Não quero o que for seu.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Pássaro vermelho sangue

Os Guarás, pintando o céu de vermelho... Uma revoada deles no azul.
Os guarás no verde das folhas de uma árvore, não se sabe se são flores, se são pássaros.
São tão belos com sua cor de sangue, e voando...

O Pará não para de me surpreender, gosto dessa capital com bosques dentro da cidade já feita quase toda de pedra e asfalto, desse clima de chuva.
O Pará Marajoara é um pedacinho do paraíso. É Pará is(s)o!
Nossa gente e sua cor, nossos pássaros e suas cores, nossas comidas e seus sabores.

O Brasil é uma delícia!!

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