domingo, 26 de julho de 2009

olfato

tenho um olfato discondicionado ao agradável ou desagradável proposto, penso que os cheiros são cheiros de alguma coisa, de alguém. Acho uma pena estarmos presos ao bom ou ao ruim, ao que fede e ao que cheira. não gosto de perfumes, e prefiro desodorante sem cheiro. gosto de sentir a natureza humana também pelo olfato, gosto do suor do meu namorado, cheirinho da minha mãe, da carne crua e fresca, do leite gelado, do café que me acorda com o seu ferver.
Os shampoos me lembram fases da vida, de quando estive com o cabelo loiro, preto azulado, ou de quando era criança e tive piolhos. rsrsrs.
a morte também tem um cheiro. quando eu tinha uns sete anos fui a um velório, e na esquina respirei um ar diferente, que se repetiu em todos os velórios que fui, e não é um cheiro desagradável, é reconfortante até.
Os sentimentos tem cheiro, os rios também o tem. só a água não tem. Andei experimentando todos os cheiros da pçrateleira do comércio de meu pai, comecei com os sabonetes, passei para os hidratantes, alguns perfumes, quando botei a mão no desinfetante papai me freou. disse que eu podia passar mal, e já tava mesmo ficando tonta. essas coisas são quimicas, também, tudo hoje em dia é quimica, já dizia meu professor. e onde estão nossos cheiros de bicho, de vivos, de quentes?

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