Apesar de tudo que tem acontecido a paz se expande em mim. Meus conflitos internos são tão ínfimos, apenas a questão metafísica fala em mim: para onde vamos, o que viemos fazer aqui? Viemos? Simplesmente aparecemos.
Continuo com uma questão trabalhista complicada, é uma pena que não se cumpra na fundação as leis, é uma pena que em todo o Estado as leis sejam descumpridas a partir dos governantes, pior, talvez minha pena se estenda a um país inteiro ou até mesmo a um mundo inteiro e é diante das desigualdades e injustiças que temos a necessidade de acreditar em uma justiça superior.
Penso que já está em tempo de encontrar a justiça do mundo, talvez seja trabalhoso mas tenha resultado, ou talvez seja trabalhoso e não tenha resultados, ou pior, como todos dizem que é: perigoso e com resultados negativos.
Os grandes massacres paraenses afirmam essa ultima alternativa, todos que lutaram por seus direitos culminaram em um genocídio e até hoje os que abafaram as revoluções são condecorados.
Talvez por esses históricos sobre as revoluções seja comum que as pessoas optem por calar, por esperar, por digerir e acabar sempre por ajudar o sistema que apenas lhe prejudica.
A verdade é que a vida não é fácil para ninguém e que para a manutenção do pouco que se tem o cidadão submete-se sempre amedrontado por uma ameaça de que se os poderosos quiserem tudo piora para a periferia alheia ao funcionamentos da máquina pública que há muito deixou de ser um serviço para a garantia dos direitos do povo. Primeiro fizeram do imaginário popular uma relação de dependência do bom pai, o Estado, e isso tornou o brasileiro um ser que espera. E hoje? Esperamos a ajuda do governo? Não, hoje apenas nos fazemos invisíveis para que não nos seja tirado o que foi “dado”. Direitos. Onde estão os que conhecem as leis? Que pode o cidadão comum, o trabalhador comum?
Aquelas propagandas sobre o monstro da censura são excelentes apesar de muito discretas. É exatamente isso, se não abrirmos os olhos e sairmos do nosso mundinho alienado e passivo corremos o risco de deixar viver algo que já fez nossos pais sofrerem, algo que tolheu muitas de nossas atividades intelectuais.
As formas ditatoriais de governos já podem ser vistas e reconhecidas nas repartições, as estratégias de markenting político estão por todas as partes das cidades e nossa república publica exaltação de si. Nada contra a vida como ela é.
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