aula falta. namorado de volta. por telefone, mas já é alguma coisa. disse estar sujo de graxa, limpando fuzil... humm, uma fantasia sexual. rsrsr.
vim pro trabalho, por aqui mais do mesmo. a rádio tá fazendo aniversário, algumas pessoas estão felizes com isso e todos estão trabalhando muito. hoje tem pré-estreia do filme da greenvision sobre o tecno-brega, no ccbeu. domingo passa na mtv. o brasil vai sediar o jogos olímpicos de 2016 e politicamente parece que vão ter que nos engolir, o presidente deve estar feliz. continuo com minha miaugia paracervical, mas dá de viver com ela, espero que eu possa voltar a me mover molemente um dia. o vestibular chega as vésperas e tenho muitas esperanças. não gosto mais de estar onde estou e quero trabalhar com o ser humano diretamente. tenho duas chances: uepa e federal. quero mais uepa, terapia ocupacional, reabilitação! ciencias sociais, que me dá opção de escolha depois... bora ver no que dá. "Cristo em mim e a esperança da glória". hoje fui encarnada por ser evangélica. acho engraçado esse negócio de ser e não ser, as pessoas precisam dessa determinação, e nós temos de escolher, ser ou não. eu sou, e não sei em que paradigma a posição me coloca. caminhos, caminhos. verdades, verdades. vidas, vidas.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Enquanto lá em baixo conversa-se sobre a área vip da festa no Café com arte me pergunto em qual momento minha vida tomou esse rumo. quando deixei de pensar no próximo e pensei em estar aqui?
continuo vivendo e a cada dia um preconceito em mim dá espaço para uma experiência nova. é a dor muscular que me faz andar com a coluna reta, depois me acostumo. tenho vontade de ser mãe, treino nas filhas da vizinha. tenho prazer em conversar com meus pais, observar seus comportamentos. difícil ter amigos adolescentes, não me encaixo, mas nunca me encaixei. meu namorado mora muito longe e fico com mais saudades se passamos assim, cinco dias sem nos falar. sempre que acordo para determinado tema, me canso dele, pois vejo que a vida é feita de questões sem respostas.
questiONU.
continuo vivendo e a cada dia um preconceito em mim dá espaço para uma experiência nova. é a dor muscular que me faz andar com a coluna reta, depois me acostumo. tenho vontade de ser mãe, treino nas filhas da vizinha. tenho prazer em conversar com meus pais, observar seus comportamentos. difícil ter amigos adolescentes, não me encaixo, mas nunca me encaixei. meu namorado mora muito longe e fico com mais saudades se passamos assim, cinco dias sem nos falar. sempre que acordo para determinado tema, me canso dele, pois vejo que a vida é feita de questões sem respostas.
questiONU.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
matemática aula de hoje, impactante!
o que falta para o Brasil entrar na disputa pela Amazônia? verba direcionada. o E.B enquanto instituição, o que é [mal falada, mas instituição como as de educação e saúde (que mataram ou "ignorantizaram" tantos: exaustas mas 'planejadas'] espera pela hora de proteger as fronteiras enquanto o imperialismo usa a colombia e o narcotráfico como desculpas: 1) para ter seus guerreiros guerrilhando na colómbia e sacando tudo de selva; 2) alienando o mundo inteiro com a columbina.
o pior de tudo é o que não consigo sistematizar, mas vale exemplificar, meu professor de geografia do cursinho ensina a geologia do pré-sal mas não faz nenhuma relação com a política internacional ou a compra de caças e a minha colega do lado me peeguntou se não sei algebra porque o os colégios do interior do pará não são tão bons quanto os de belém. pensei: "e se fossem, eu saberia algebra?" ou "você sabe o que é algebra?"
o pior de tudo é o que não consigo sistematizar, mas vale exemplificar, meu professor de geografia do cursinho ensina a geologia do pré-sal mas não faz nenhuma relação com a política internacional ou a compra de caças e a minha colega do lado me peeguntou se não sei algebra porque o os colégios do interior do pará não são tão bons quanto os de belém. pensei: "e se fossem, eu saberia algebra?" ou "você sabe o que é algebra?"
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
interminado
irrita-me a falta de informação sobre o pré-sal, canso de ler os jornais e ve a tv e até mesmo sites informativos e ter a notícia da nova descoberta abordada apenas de forma geológica. irrita-me saber que a geografia mundial se volta para nós enquanto o minigrupo dominante se farta em felicidade por suas certezas de lucro e consequente reeleição. o pt e sua alianças tomaram o poder em um golpe da forma mais demo'crática nessa bendita época de transformações mundiais. a censura permanente no governo do Estado Pará, refletindo na presidencia da fundação de telecomunicações, refletindo na diretoria da rádio cultura e repetidamente refletida no departamento de produção incomoda meu interesse pela situação política de nosso país a cada momento de trabalho (ou como eles gostam de chamar- rebeldia)
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Oi
fiquei de escrever muitas coisas por aqui. as que ando sentindo e pensando principalmente já que meu dia a dia é muito mais feito dos meus pensamentos do que do mundo ao meu redor. fico em dúvida sobre o real e o imaginário, me policio sempre para viver maius acordada do que sonhando, mas essa foi a forma que aprendi a ser. desde criança ando olhando pra cima, com desinteresse pelo mundo, olhos que excluem, que afastam. sou uma altista por opção, encantada pela floresta do pensamento!
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
BLOG pretérito perfeito
Quinta-feira, Setembro 29, 2005
Individualista e apática, como todos devem ser.
Individualista e apática, como todos devem ser?
Individualista, e apática como todos. Devem ser...
Individualista e apática como? Todos devem ser.
Individualista e apática. Todos devem. Como ser?
posted by Karine Pedrosa at 2:00 AM
Individualista e apática, como todos devem ser.
Individualista e apática, como todos devem ser?
Individualista, e apática como todos. Devem ser...
Individualista e apática como? Todos devem ser.
Individualista e apática. Todos devem. Como ser?
posted by Karine Pedrosa at 2:00 AM
são cinco janelas, quatro abas na primeira, duas na segunda, uma lauda na terceira, a página em branco na quarta, e confusões de adolescente na quinta
escolher cinco artistas brasileiros, pode ser objetos de arte, como um quadro, um disco, uma música. pode ser ídolo, anônimo, bom com os pés, com as mãos, com a caneta, o pincel, o lápis, o pensamento. as vezes fico pensando se escritor é artista... deve ser, tenho vontade inclusive de falar do cidadão brasileiro, mágico do dia a dia, milagreiro do pouco para muitos.
ao olhar pelo vidro enxergo vistas cançadas pelo sol, sombras disputadas pelos corpos, gestos contidos, lágrimas mal derramadas, o imediatismo dos jovens, vejo os seres indo e vindo, o tempo correndo ao sabor da gente. Ouço somente as músicas que quero, me canço e descanço ocupando a cabeça com audio, visual, legível, tangível, móvel.
penso em estudar filosofia, já que não encontro ideologia para viver. eu mesma não vou ficar cansando minha paciência numa busca desenfreada pelo poder de consumo, nunca tive saco para isso e por mais que o meio externo a mim insista em fazer disso o fator mais importante da vida. vou continuar fazendo só o que quero, estando perto só de quem quero, sorrindo do que acho graça e contando piadas sem contexto. quero saber das cenas impróprias para menores, da intencionalidade das criaturas.
ao olhar pelo vidro enxergo vistas cançadas pelo sol, sombras disputadas pelos corpos, gestos contidos, lágrimas mal derramadas, o imediatismo dos jovens, vejo os seres indo e vindo, o tempo correndo ao sabor da gente. Ouço somente as músicas que quero, me canço e descanço ocupando a cabeça com audio, visual, legível, tangível, móvel.
penso em estudar filosofia, já que não encontro ideologia para viver. eu mesma não vou ficar cansando minha paciência numa busca desenfreada pelo poder de consumo, nunca tive saco para isso e por mais que o meio externo a mim insista em fazer disso o fator mais importante da vida. vou continuar fazendo só o que quero, estando perto só de quem quero, sorrindo do que acho graça e contando piadas sem contexto. quero saber das cenas impróprias para menores, da intencionalidade das criaturas.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
mormaço as 17h
Se o eduardo e a Luana não aparecem, ninguém mais vai aparecer. escrevo da casa da luana, onde vim dizer que sou de poucos amigos, minha família é para quem vivo. devo ter dito para umas sete pessoas que estaria lá, comemorando o por do sol, no dia de meu aniversário. a roberta apareceu e ficou lá. não pude esperar um pouco mais, afinal, eduardo e luana não puderam. a comemoração com amigos, vai ficar para quando me tiverem, não enquanto eu os tenho.
terça-feira, 28 de julho de 2009
23
Este ano vou comemorar o pôr do sol no dia dos meus 23. Nunca estive tão bem. Nunca a vida foi tão plena de amor. nunca enxerguei essa data com simplicidade que ela tem aos meus olhos sóbreos. ouvi há um dia atrás sobre os salmos e os aniversários. interessante, só acho uma pena não vivermos até o salmo 200. rsrsrs.
gostaria mais se o Samuel e minha mãe estivessem. mas comemorarei o sol mesmo assim. com água mineral e jazz.
gostaria mais se o Samuel e minha mãe estivessem. mas comemorarei o sol mesmo assim. com água mineral e jazz.
domingo, 26 de julho de 2009
olfato
tenho um olfato discondicionado ao agradável ou desagradável proposto, penso que os cheiros são cheiros de alguma coisa, de alguém. Acho uma pena estarmos presos ao bom ou ao ruim, ao que fede e ao que cheira. não gosto de perfumes, e prefiro desodorante sem cheiro. gosto de sentir a natureza humana também pelo olfato, gosto do suor do meu namorado, cheirinho da minha mãe, da carne crua e fresca, do leite gelado, do café que me acorda com o seu ferver.
Os shampoos me lembram fases da vida, de quando estive com o cabelo loiro, preto azulado, ou de quando era criança e tive piolhos. rsrsrs.
a morte também tem um cheiro. quando eu tinha uns sete anos fui a um velório, e na esquina respirei um ar diferente, que se repetiu em todos os velórios que fui, e não é um cheiro desagradável, é reconfortante até.
Os sentimentos tem cheiro, os rios também o tem. só a água não tem. Andei experimentando todos os cheiros da pçrateleira do comércio de meu pai, comecei com os sabonetes, passei para os hidratantes, alguns perfumes, quando botei a mão no desinfetante papai me freou. disse que eu podia passar mal, e já tava mesmo ficando tonta. essas coisas são quimicas, também, tudo hoje em dia é quimica, já dizia meu professor. e onde estão nossos cheiros de bicho, de vivos, de quentes?
Os shampoos me lembram fases da vida, de quando estive com o cabelo loiro, preto azulado, ou de quando era criança e tive piolhos. rsrsrs.
a morte também tem um cheiro. quando eu tinha uns sete anos fui a um velório, e na esquina respirei um ar diferente, que se repetiu em todos os velórios que fui, e não é um cheiro desagradável, é reconfortante até.
Os sentimentos tem cheiro, os rios também o tem. só a água não tem. Andei experimentando todos os cheiros da pçrateleira do comércio de meu pai, comecei com os sabonetes, passei para os hidratantes, alguns perfumes, quando botei a mão no desinfetante papai me freou. disse que eu podia passar mal, e já tava mesmo ficando tonta. essas coisas são quimicas, também, tudo hoje em dia é quimica, já dizia meu professor. e onde estão nossos cheiros de bicho, de vivos, de quentes?
quarta-feira, 15 de julho de 2009
"Quando o homem inventou a roda, logo Deus inventou o freio, um dia um feio inventou a moda e toda a roda amou o feio"
Fora os excessos da moda, da mídia espetacularizada, do sofrimento dos próximos, do amor ideal, da família normal, dos lances de humanidade nos cheiros da sensibilidade conceitual, fora os feitos e repetidos, fora a massa brasileira, o méritos e deméritos da música, fora os comprimidos que garantem a felicidade, os amigos de verdade, o sono do meio dia, a roupa não lavada, as sandálias havaianas com a marca do pé e a promessa de deus, sem tudo contudo somos um pequeno cosmos, frequentando cosmos, recriando cosmos, pensando, pensando em tudo e em nada.
"A paz invadiu o meu coração"
"quem foi que disse que o amor pode acabar?"
"Que cérebro, que máquina consegue fazer mais do que o amor dentro de você?"
"Eu conheço a flor do sonho do meu irmão"
"O que és não vem a flor das frases e dos dias"
"A paz invadiu o meu coração"
"quem foi que disse que o amor pode acabar?"
"Que cérebro, que máquina consegue fazer mais do que o amor dentro de você?"
"Eu conheço a flor do sonho do meu irmão"
"O que és não vem a flor das frases e dos dias"
segunda-feira, 13 de julho de 2009
É por aí
Tenho lido blogs, e visto que a cabeça dos outros me interessa mais que fatos, gosto de comentários sobre fatos, mas não da repetitividade dos fatos. a violência que sempre existiu e veio ao longo das invenções selecionando outras e novas vitmas, tendo distintos e ocultos fatores. os campeonatos não param de acontecer, o esporte reverbera com seus campeonatos, a saúde não se comenta mais. o noticiário, putz, não me fala de arte e nem de biologia. as assessorias de imprensa só me enviam troca de diretores. que matéria seria essa? Fulano de tal assume a diretoria do órgão tal, que deveria exercer tal função em benefício da sociedade, mas se depender do históricos de diretores que passaram pelo tal cargo da tal instituição, tudo ficará no mesmo marasmo. Por que as benditas assessorias e agencias de notícias não nos madam mais as ações que estão sendo realizadas? toda iniciativa de trabalho sério é rapidamente submergida no mar dos egos emergentes. jornais jornais. porra! eu prefiro novela. jornalismo, jornalismo. porra eu prefiro publicidade! isso de fingir que é sem ser. eu sou o jornalista bonzinho, o colega publicitário é um manipulador barato. putz. melhor vender a alma de forma escrachada: "meu trabalho é manipular pessoas" do que "meu trabalho é enganar pessoas com informações desnecessárias". Não sou uma coisa nem outra, nem publicitária, nem jornalista. apenas não gosto de jornal, e quer saber, acho que não gosto de jornalistas. Eu, prefiro novela, pprefiro praia, prefiro mar, prefiro o serviço público, prefiro os amigos sinceros. Prfeiro os militares, que são organizados na hora de serem ditadores. A ditadura da esquerda é hipócrita, suja, confusa. Ao mesmo tempo que demosntra ter o poder em mãos, finge um respeito pelo subordinado. Não falo da intituição pública a qual estou vinculada, falo da sociedade como um todo, retrato da falta de humildade, pela falta da educação, da informação correta. os espetáculos da mídia confundem as pessoas, que se tornam menois humanas, menos boas, mais alheias e egoístas.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Até o judiciário nessa palhaçada comercial do grupo 'ao contrário da palavra liberal!'
AO CARO LEITOR
Li com estupefação, perplexidade e indignação a sentença que ontem me impôs o juiz Raimundo das Chagas, titular da 4ª vara cível de Belém do Pará. Ao fim da leitura da peça, perguntei-me se o magistrado tem realmente consciência do significado do poder que a sociedade lhe delegou para fazer justiça, arbitrando os conflitos, apurando a verdade e decidindo com base na lei, nas evidências e provas contidas nos autos judiciais, assim como no que é público e notório na vida social. Ou, abusando das prerrogativas que lhe foram conferidas para o exercício da tutela judicial, utiliza esse poder em benefício de uma das partes e em detrimento dos direitos da outra parte.
O juiz deliberou sobre uma ação cível de indenização por dano moral que contra mim foi proposta, em 2005, pelos irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, donos da maior corporação de comunicação do norte do país, o Grupo Liberal, afiliado à Rede Globo de Televisão. O pretexto da ação foi um artigo que escrevi para um livro publicado na Itália e que reproduzi no meu Jornal Pessoal, em setembro daquele ano.
O magistrado acolheu integralmente a inicial dos autores. Disse que, no artigo, ofendi a memória do fundador do grupo de comunicação, Romulo Maiorana, já falecido, ao dizer que ele atuou como contrabandista em Belém na década de 50. Condenou-me a pagar aos dois irmãos indenização no valor de 30 mil reais, acrescida de juros e correção monetária, além de me impor o pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, arbitrados pelo máximo permitido na lei, de 20% sobre o valor da causa.
O juiz também me proibiu de utilizar em meu jornal “qualquer expressão agressiva, injuriosa, difamatória e caluniosa contra a memória do extinto pai dos requerentes e contra a pessoa destes”. Também terei que publicar a carta que os irmãos Maiorana me enviarem, no exercício do direito de resposta. Se não cumprir a determinação, pagarei multa de R$ 30 mil e incorrerei em crime de desobediência.
As penas aplicadas e as considerações feitas pelo juiz para justificá-las me atribuem delitos que não têm qualquer correspondência com os fatos, como demonstrarei.
O juiz alega na sua sentença que escrevi o artigo movido por um “sentimento de revanche” contra os irmãos Maiorana. Isto porque, “meses antes de tamanha inspiração”, me envolvi “em grave desentendimento” com eles.
O “grave desentendimento” foi a agressão que sofri, praticada por um dos irmãos, Ronaldo Maiorana. A agressão foi cometida por trás, dentro de um restaurante, onde eu almoçava com amigos, sem a menor possibilidade de defesa da minha parte, atacado de surpresa que fui. Ronaldo Maiorana teve ainda a cobertura de dois policiais militares, atuando como seus seguranças particulares. Agrediu-me e saiu, impune, como planejara. Minha única reação foi comunicar o fato em uma delegacia de polícia, sem a possibilidade de flagrante, porque o agressor se evadiu. Mas a deliberada agressão foi documentada pelas imagens de um celular, exibidas por emissora de televisão de Belém.
O artigo que escrevi me foi encomendado pelo jornalista Maurizio Chierici, para um livro publicado na Itália. Quando o livro saiu, reproduzi o texto no Jornal Pessoal, oito meses depois da agressão.
Diz o juiz que o texto possui “afirmações agressivas sobre a honra” de Romulo Maiorana pai, tendo o “intuito malévolo de achincalhar a honra alheia”, sendo uma “notícia injuriosa, difamatória e mentirosa”.
A leitura isenta da matéria, que, obviamente, o magistrado não fez, revela que se trata de um pequeno trecho inserido em um texto mais amplo, sobre as origens do império de comunicação formado por Romulo Maiorana. Antes de comprar uma empresa jornalística, desenvolvendo-a a partir de 1966, ele estivera envolvido em contrabando, prática comum no Pará até 1964. Esse fato é de conhecimento público, porque o contrabando fazia parte dos hábitos e costumes de uma região isolada por terra do restante do país. O jornal A Província do Pará, um dos mais antigos do Brasil, fundado em 1876, se referiu várias vezes a esse passado em meio a uma polêmica com o empresário, travada em 1976.
Três anos antes, quando se habilitou à concessão de um canal de televisão em Belém, que viria a ser a TV Liberal, integrada à Rede Globo, Romulo Maiorana teve que usar quatro funcionários, assinando com eles um “contrato de gaveta” para que aparecessem como sendo os donos da empresa habilitada e se comprometendo a repassar-lhe de volta as suas ações quando fosse possível. O estratagema foi montado porque os órgãos de segurança do governo federal mantinham em seus arquivos restrições ao empresário, por sua vinculação ao contrabando, não permitindo que a concessão do canal de televisão lhe fosse destinado. Quando as restrições foram abolidas, a empresa foi registrada em nome de Romulo.
Os documentos comprobatórios dessa afirmação já foram juntados em juízo, nos processos onde os fatos foram usados pelos irmãos Maiorana como pretexto para algumas das 14 ações que propuseram contra mim depois da agressão, na evidente tentativa de inverter os pólos da situação: eu, de vítima, transmutado à condição de réu.
Todos os fatos que citei no artigo são verdadeiros e foram provados, inclusive com a juntada da ficha do SNI (Serviço Nacional de Informações), que, na época do regime militar, orientava as ações do governo. Logo, não há calúnia alguma, delito que diz respeito a atribuir falsamente a prática de crime a alguém.
Quanto ao ânimo do texto, é evidente também que se trata de mero relato jornalístico, uma informação lateral numa reconstituição histórica mais ampla. Não fiz nenhuma denúncia, por não se tratar de fato novo, nem esse era o aspecto central do artigo. Dele fez parte apenas para explicar por que a TV Liberal não esteve desde o início no nome de Romulo Maiorana pai, um fato inusitado e importante, a merecer registro.
O juiz justificou os 30 mil reais de indenização, com acréscimos outros, que podem elevar o valor para próximo de R$ 40 mil, dizendo que a “capacidade de pagamento” do meu jornal “é notória, porquanto se trata de periódico de grande aceitação pelo público, principalmente pela classe estudantil, o que lhe garante um bom lucro”.
Não há nos autos do processo nada, absolutamente nada para fundamentar as considerações do juiz, nem da parte dos autores da ação. O magistrado não buscou informações sobre a capacidade econômica do Jornal Pessoal, através do meio que fosse: quebra do meu sigilo bancário, informações da Receita Federal ou outra forma de apuração.
O público e notório é exatamente o oposto. Meu jornal nunca aceitou publicidade, que constitui, em média, 80% da fonte de faturamento de uma empresa jornalística. Sua receita é oriunda exclusivamente da sua venda avulsa. A tiragem do jornal sempre foi de 2 mil exemplares e seu preço de capa, há mais de 12 anos, é de 3 reais. Descontando-se as comissões do distribuidor e do vendedor (sobretudo bancas de revista), mais as perdas, cortesias e encalhes, que absorvem 60% do preço de capa, o retorno líquido é de R$ 1,20 por exemplar, ou receita bruta de R$ 2,4 mil por quinzena (que é a periodicidade do jornal). É com essa fortuna que enfrento as despesas operacionais do jornal, como o pagamento da gráfica, do ilustrador/diagramador, expedição, etc. O que sobra para mim, quando sobra, é quantia mais do que modesta.
Assim, o valor da indenização imposta pelo juiz equivale a um ano e meio de receita bruta do jornal. Aplicá-la significaria acabar com a publicação, o principal objetivo por trás dessas demandas judiciais a que sou submetido desde 1992.
Além de conceder a indenização requerida pelos autores para os supostos danos morais que teriam sofrido por causa da matéria, o juiz me proibiu de voltar a me referir não só ao pai dos irmãos Maiorana, mas a eles próprios, extrapolando dessa forma os parâmetros da própria ação. Aqui, a violação é nada menos do que à constituição do Brasil e ao estado democrático de direito vigente no país, que vedam a censura prévia. A ofensa se torna ainda mais grave e passa a ter amplitude nacional e internacional.
Finalmente, o magistrado me impõe acatar o direito de resposta dos irmãos Maiorana, direito que eles jamais exerceram. É do conhecimento público que o Jornal Pessoal publica – todas e por todo – as cartas que lhe são enviadas, mesmo quando ofensivas. Em outras ações, ofereci aos irmãos a publicação de qualquer carta que decidissem escrever sobre as causas, na íntegra. Desde que outra irmã iniciou essa perseguição judicial, em 1992, jamais esse oferecimento foi aceito pelos Maiorana. Por um motivo simples: eles sabem que não têm razão no que dizem, que a verdade está do meu lado. Não querem o debate público. Seu método consiste em circunscrever-me a autos judiciais e aplicar-me punição em circuito fechado.
Ao contrário do que diz o juiz Raimundo das Chagas, contrariando algo que é de pleno domínio público, o Jornal Pessoal não tem “bom lucro”. Infelizmente, se mantém com grandes dificuldades, por seus princípios e pelo que é. Mas dispõe de um grande capital, que o mantém vivo e prestigiado há quase 22 anos: é a sua credibilidade. Mesmo os que discordam do jornal ou o antagonizam, reconhecem que o JP só diz o que pode provar. Por assim se comportar desde o início, incomoda os poderosos e os que gostariam de manipular a opinião pública, conforme seus interesses pessoais e comerciais, provocando sua ira e sua represália. A nova condenação é mais uma dessas vinganças. Mas com o apoio da sociedade, o Jornal Pessoal sobreviverá a mais esta provação.
Belém, 7 de julho de 2009
Lúcio Flávio Pinto
Li com estupefação, perplexidade e indignação a sentença que ontem me impôs o juiz Raimundo das Chagas, titular da 4ª vara cível de Belém do Pará. Ao fim da leitura da peça, perguntei-me se o magistrado tem realmente consciência do significado do poder que a sociedade lhe delegou para fazer justiça, arbitrando os conflitos, apurando a verdade e decidindo com base na lei, nas evidências e provas contidas nos autos judiciais, assim como no que é público e notório na vida social. Ou, abusando das prerrogativas que lhe foram conferidas para o exercício da tutela judicial, utiliza esse poder em benefício de uma das partes e em detrimento dos direitos da outra parte.
O juiz deliberou sobre uma ação cível de indenização por dano moral que contra mim foi proposta, em 2005, pelos irmãos Romulo Maiorana Júnior e Ronaldo Maiorana, donos da maior corporação de comunicação do norte do país, o Grupo Liberal, afiliado à Rede Globo de Televisão. O pretexto da ação foi um artigo que escrevi para um livro publicado na Itália e que reproduzi no meu Jornal Pessoal, em setembro daquele ano.
O magistrado acolheu integralmente a inicial dos autores. Disse que, no artigo, ofendi a memória do fundador do grupo de comunicação, Romulo Maiorana, já falecido, ao dizer que ele atuou como contrabandista em Belém na década de 50. Condenou-me a pagar aos dois irmãos indenização no valor de 30 mil reais, acrescida de juros e correção monetária, além de me impor o pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, arbitrados pelo máximo permitido na lei, de 20% sobre o valor da causa.
O juiz também me proibiu de utilizar em meu jornal “qualquer expressão agressiva, injuriosa, difamatória e caluniosa contra a memória do extinto pai dos requerentes e contra a pessoa destes”. Também terei que publicar a carta que os irmãos Maiorana me enviarem, no exercício do direito de resposta. Se não cumprir a determinação, pagarei multa de R$ 30 mil e incorrerei em crime de desobediência.
As penas aplicadas e as considerações feitas pelo juiz para justificá-las me atribuem delitos que não têm qualquer correspondência com os fatos, como demonstrarei.
O juiz alega na sua sentença que escrevi o artigo movido por um “sentimento de revanche” contra os irmãos Maiorana. Isto porque, “meses antes de tamanha inspiração”, me envolvi “em grave desentendimento” com eles.
O “grave desentendimento” foi a agressão que sofri, praticada por um dos irmãos, Ronaldo Maiorana. A agressão foi cometida por trás, dentro de um restaurante, onde eu almoçava com amigos, sem a menor possibilidade de defesa da minha parte, atacado de surpresa que fui. Ronaldo Maiorana teve ainda a cobertura de dois policiais militares, atuando como seus seguranças particulares. Agrediu-me e saiu, impune, como planejara. Minha única reação foi comunicar o fato em uma delegacia de polícia, sem a possibilidade de flagrante, porque o agressor se evadiu. Mas a deliberada agressão foi documentada pelas imagens de um celular, exibidas por emissora de televisão de Belém.
O artigo que escrevi me foi encomendado pelo jornalista Maurizio Chierici, para um livro publicado na Itália. Quando o livro saiu, reproduzi o texto no Jornal Pessoal, oito meses depois da agressão.
Diz o juiz que o texto possui “afirmações agressivas sobre a honra” de Romulo Maiorana pai, tendo o “intuito malévolo de achincalhar a honra alheia”, sendo uma “notícia injuriosa, difamatória e mentirosa”.
A leitura isenta da matéria, que, obviamente, o magistrado não fez, revela que se trata de um pequeno trecho inserido em um texto mais amplo, sobre as origens do império de comunicação formado por Romulo Maiorana. Antes de comprar uma empresa jornalística, desenvolvendo-a a partir de 1966, ele estivera envolvido em contrabando, prática comum no Pará até 1964. Esse fato é de conhecimento público, porque o contrabando fazia parte dos hábitos e costumes de uma região isolada por terra do restante do país. O jornal A Província do Pará, um dos mais antigos do Brasil, fundado em 1876, se referiu várias vezes a esse passado em meio a uma polêmica com o empresário, travada em 1976.
Três anos antes, quando se habilitou à concessão de um canal de televisão em Belém, que viria a ser a TV Liberal, integrada à Rede Globo, Romulo Maiorana teve que usar quatro funcionários, assinando com eles um “contrato de gaveta” para que aparecessem como sendo os donos da empresa habilitada e se comprometendo a repassar-lhe de volta as suas ações quando fosse possível. O estratagema foi montado porque os órgãos de segurança do governo federal mantinham em seus arquivos restrições ao empresário, por sua vinculação ao contrabando, não permitindo que a concessão do canal de televisão lhe fosse destinado. Quando as restrições foram abolidas, a empresa foi registrada em nome de Romulo.
Os documentos comprobatórios dessa afirmação já foram juntados em juízo, nos processos onde os fatos foram usados pelos irmãos Maiorana como pretexto para algumas das 14 ações que propuseram contra mim depois da agressão, na evidente tentativa de inverter os pólos da situação: eu, de vítima, transmutado à condição de réu.
Todos os fatos que citei no artigo são verdadeiros e foram provados, inclusive com a juntada da ficha do SNI (Serviço Nacional de Informações), que, na época do regime militar, orientava as ações do governo. Logo, não há calúnia alguma, delito que diz respeito a atribuir falsamente a prática de crime a alguém.
Quanto ao ânimo do texto, é evidente também que se trata de mero relato jornalístico, uma informação lateral numa reconstituição histórica mais ampla. Não fiz nenhuma denúncia, por não se tratar de fato novo, nem esse era o aspecto central do artigo. Dele fez parte apenas para explicar por que a TV Liberal não esteve desde o início no nome de Romulo Maiorana pai, um fato inusitado e importante, a merecer registro.
O juiz justificou os 30 mil reais de indenização, com acréscimos outros, que podem elevar o valor para próximo de R$ 40 mil, dizendo que a “capacidade de pagamento” do meu jornal “é notória, porquanto se trata de periódico de grande aceitação pelo público, principalmente pela classe estudantil, o que lhe garante um bom lucro”.
Não há nos autos do processo nada, absolutamente nada para fundamentar as considerações do juiz, nem da parte dos autores da ação. O magistrado não buscou informações sobre a capacidade econômica do Jornal Pessoal, através do meio que fosse: quebra do meu sigilo bancário, informações da Receita Federal ou outra forma de apuração.
O público e notório é exatamente o oposto. Meu jornal nunca aceitou publicidade, que constitui, em média, 80% da fonte de faturamento de uma empresa jornalística. Sua receita é oriunda exclusivamente da sua venda avulsa. A tiragem do jornal sempre foi de 2 mil exemplares e seu preço de capa, há mais de 12 anos, é de 3 reais. Descontando-se as comissões do distribuidor e do vendedor (sobretudo bancas de revista), mais as perdas, cortesias e encalhes, que absorvem 60% do preço de capa, o retorno líquido é de R$ 1,20 por exemplar, ou receita bruta de R$ 2,4 mil por quinzena (que é a periodicidade do jornal). É com essa fortuna que enfrento as despesas operacionais do jornal, como o pagamento da gráfica, do ilustrador/diagramador, expedição, etc. O que sobra para mim, quando sobra, é quantia mais do que modesta.
Assim, o valor da indenização imposta pelo juiz equivale a um ano e meio de receita bruta do jornal. Aplicá-la significaria acabar com a publicação, o principal objetivo por trás dessas demandas judiciais a que sou submetido desde 1992.
Além de conceder a indenização requerida pelos autores para os supostos danos morais que teriam sofrido por causa da matéria, o juiz me proibiu de voltar a me referir não só ao pai dos irmãos Maiorana, mas a eles próprios, extrapolando dessa forma os parâmetros da própria ação. Aqui, a violação é nada menos do que à constituição do Brasil e ao estado democrático de direito vigente no país, que vedam a censura prévia. A ofensa se torna ainda mais grave e passa a ter amplitude nacional e internacional.
Finalmente, o magistrado me impõe acatar o direito de resposta dos irmãos Maiorana, direito que eles jamais exerceram. É do conhecimento público que o Jornal Pessoal publica – todas e por todo – as cartas que lhe são enviadas, mesmo quando ofensivas. Em outras ações, ofereci aos irmãos a publicação de qualquer carta que decidissem escrever sobre as causas, na íntegra. Desde que outra irmã iniciou essa perseguição judicial, em 1992, jamais esse oferecimento foi aceito pelos Maiorana. Por um motivo simples: eles sabem que não têm razão no que dizem, que a verdade está do meu lado. Não querem o debate público. Seu método consiste em circunscrever-me a autos judiciais e aplicar-me punição em circuito fechado.
Ao contrário do que diz o juiz Raimundo das Chagas, contrariando algo que é de pleno domínio público, o Jornal Pessoal não tem “bom lucro”. Infelizmente, se mantém com grandes dificuldades, por seus princípios e pelo que é. Mas dispõe de um grande capital, que o mantém vivo e prestigiado há quase 22 anos: é a sua credibilidade. Mesmo os que discordam do jornal ou o antagonizam, reconhecem que o JP só diz o que pode provar. Por assim se comportar desde o início, incomoda os poderosos e os que gostariam de manipular a opinião pública, conforme seus interesses pessoais e comerciais, provocando sua ira e sua represália. A nova condenação é mais uma dessas vinganças. Mas com o apoio da sociedade, o Jornal Pessoal sobreviverá a mais esta provação.
Belém, 7 de julho de 2009
Lúcio Flávio Pinto
domingo, 28 de junho de 2009
Samuel Fassanaro
Não são só as lágrimas que derramo ao te olhar, nem apenas a censura de minhas invencionices, não somos dentro de mim a ditadura e a revolução apenas. Dentro de mim és um gigante que me transpassa os braços apertando-me contra o peito num gostoso abraço, dentro de mim és a espera que aquece a alegria, dentro de mim és o amor de cristo que nos uniu. em seus olhos meu corpo todo mergulha e sinto que o mundo é pequenino, a atmosfera é o nosso palco e as palavras nossos sustentáculos.
conversaremos pela eternidade, conversaremos no msn, no celular, no orkut, face a face, boca a boca, corpo a corpo, olho no olho. conversaremos sempre e sempre mais, por todas as coisas, todas as ideias, todas as belezas, todas as tristezas desse mundo e dos outros nos serão pautadas, temos a eternidade pra conversar . eu te amo civilizadamente*.
* termo que adquiriu significado particular para os amantes em questão.
Ka.
conversaremos pela eternidade, conversaremos no msn, no celular, no orkut, face a face, boca a boca, corpo a corpo, olho no olho. conversaremos sempre e sempre mais, por todas as coisas, todas as ideias, todas as belezas, todas as tristezas desse mundo e dos outros nos serão pautadas, temos a eternidade pra conversar . eu te amo civilizadamente*.
* termo que adquiriu significado particular para os amantes em questão.
Ka.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
Bastidores da Cultura paraense
"Não deixe que o vírus da mediocridade que toma conta dessa instituição pegue em você"
(Autor, Me dá uma idéia?)
(Autor, Me dá uma idéia?)
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Eu exijo cartolina e giz de cera
talvez atraves de alguns rabiscos a [rádio] Cultura do povo paraense possa ser retransmitida, já que as ondas do nosso rádio repetem a mesma cena insana.
O sonho de atraves do trabalhob conscientizar pessoas, difundir nossa cultura, valorizar nossos artistas e o nosso povo difundiu-se no mar de tédio de uma repartição pública parcialmente terceirizada.
As músicas cantam os mesmos versos, as vozes repetem a deixa: deixa pra lá.
O sonho de atraves do trabalhob conscientizar pessoas, difundir nossa cultura, valorizar nossos artistas e o nosso povo difundiu-se no mar de tédio de uma repartição pública parcialmente terceirizada.
As músicas cantam os mesmos versos, as vozes repetem a deixa: deixa pra lá.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Mundo Mesquinho
Mais da mesma ausência, ausência de realidade, de verdade, de sinceridade. Mais da sociedade que elege como grande a invisibilidade. Mais da consideração falsa por nossos atos. Mais de vocês tendo conseguido o descontrole de quem o tem. Mais de todos ignorando nossa presença magoada. Mais de seres calados e amedrontados. O que somos nós os humanos para o estômago com fome do que pensa na possibilidade de perder seu emprego?
quarta-feira, 8 de abril de 2009
BBB
Não acho Big Brother Brasil cultura inútil. Acho que personalidades marcantes são exemplos de como se pode ser diferente do normal. Exemplos de como ser ou não ser. De como a opinião pública age com essas ou aquelas atitudes, afinal, não precisamos estar na televisão pra sermos julgados, o meio social faz isso conosco o tempo todo. Na edição nona do Big Brother, as personalidades nos deram um bonito exemplo auto-aceitação. Os finalistas, tem uma aceitação de si mesmos incrível.
Gostei da francine, que fala o que pensa sem se preocupar em parecer perfeita. Gosto da falta de falsa moralidade, e da verdade, que nunca é muito mais que cômica.
valeu engrossar a massa brasileira para esse produto da mídia tão cheio de personalidades.
Gostei da francine, que fala o que pensa sem se preocupar em parecer perfeita. Gosto da falta de falsa moralidade, e da verdade, que nunca é muito mais que cômica.
valeu engrossar a massa brasileira para esse produto da mídia tão cheio de personalidades.
terça-feira, 17 de março de 2009
ui
O mundo do trabalho é bem interessante, desde que ingressei através de concurso público na fundação de telecomunicações do pará, vários momentos emocionais e profissionais se colocaram no meu caminho.
Primeiro momento, televisão, Cem Censura, produzir pautas. simples para minha inteligência, entediante para meu transtorno de adaptação, que não quer dizer que não me adapto, só que me adapto e enjôo. Em meio a um turbilhão de emoções, aos 21 anos, cursando jornalismo de manhã, trabalhando a tarde e cursando teatro a noite, não me foi provável. a hipocrisia escrachada do mundo do trabalho, o fato de eu ser jovem, bonita e eloquente, deixararam não só a mim, como a todos que me cercavam loucos, e quando o diretor sai e a apresentadora dirige, é solicitada para a direção de televisão minha transferência.
Se dizem que sou louca, quem sou eu para discordar, licença médica para tratamento psiquiátrico.
oito meses depois estava a Karine que Altamira sempre conheceu, inteligente, antenada, de raciocínio rápido e de educação e doçura incontestáveis. Claro, com um jeito maluquinho de ser, por ser única, diferente e por pensar sem parar.
Fico na repartição pública que trabalho, muitas horas sem produzir, pois produzo, não fico enrolando como é de prache aos funcionários públicos. Eu não finjo que trabalho, eu faço meu trabalho e quando ele acaba não encontro, por mais que procure, possibilidades de contribuir, porque nesses dois anos, cada um tem um programa e ninguém quer que uma menina curiosa venha entender sobre o que é feito e como é feito.
Reformulação da programação da Rádio Cultura, antes de ser ameaçada pelo novo gerente de programação em relação ao estágio probatório, avaliação esta a ser realizada em única etapa, por motivos não esclarecidos aos funcionários concursados de 2006, sempre tidos e tratados como a herança maldita do governo passado, tenho trabalhado como produtora da rádio cultura, sempre dando o melhor de mim nas pesquisas, na elaboração do texto, na "direção" do fonograma, nas gravações do canta pará, na construção de quadros como música e letras, banda sonora, retoque, multicultura, dicionário da arte brasileira. tenho refeito pautas, construindo roteiros em cinco minutos para tapar os buracos que eventualmente a produção (uma estagiária, enquanto uma de nossas colegas estava de férias) deixa. Roteiros avaliados pela apresentadora como excelentes. Afora meus problemas de saúde, os quais nunca neguei que tenho, botando na balança para ver o quanto pesa, acredito que meu trabalho tem sido de grande validade para o propósito real de um rádio pública. Atenção ao artista paraense, valorizando-o e divulgando-o, compromisso com o cidadão oferecendo a ele informações culturais de qualidade. Para assistente de produção que é o cargo pelo qual recebo, sou uma excelente produtora.
Mas enquanto ouço ameassas em relação ao meu estágio, é questionada a minha inconstância, característica do meu CID, que para uma pessoa nas condições de trabalho e salário é completamente irrelevante.
pois é.
Primeiro momento, televisão, Cem Censura, produzir pautas. simples para minha inteligência, entediante para meu transtorno de adaptação, que não quer dizer que não me adapto, só que me adapto e enjôo. Em meio a um turbilhão de emoções, aos 21 anos, cursando jornalismo de manhã, trabalhando a tarde e cursando teatro a noite, não me foi provável. a hipocrisia escrachada do mundo do trabalho, o fato de eu ser jovem, bonita e eloquente, deixararam não só a mim, como a todos que me cercavam loucos, e quando o diretor sai e a apresentadora dirige, é solicitada para a direção de televisão minha transferência.
Se dizem que sou louca, quem sou eu para discordar, licença médica para tratamento psiquiátrico.
oito meses depois estava a Karine que Altamira sempre conheceu, inteligente, antenada, de raciocínio rápido e de educação e doçura incontestáveis. Claro, com um jeito maluquinho de ser, por ser única, diferente e por pensar sem parar.
Fico na repartição pública que trabalho, muitas horas sem produzir, pois produzo, não fico enrolando como é de prache aos funcionários públicos. Eu não finjo que trabalho, eu faço meu trabalho e quando ele acaba não encontro, por mais que procure, possibilidades de contribuir, porque nesses dois anos, cada um tem um programa e ninguém quer que uma menina curiosa venha entender sobre o que é feito e como é feito.
Reformulação da programação da Rádio Cultura, antes de ser ameaçada pelo novo gerente de programação em relação ao estágio probatório, avaliação esta a ser realizada em única etapa, por motivos não esclarecidos aos funcionários concursados de 2006, sempre tidos e tratados como a herança maldita do governo passado, tenho trabalhado como produtora da rádio cultura, sempre dando o melhor de mim nas pesquisas, na elaboração do texto, na "direção" do fonograma, nas gravações do canta pará, na construção de quadros como música e letras, banda sonora, retoque, multicultura, dicionário da arte brasileira. tenho refeito pautas, construindo roteiros em cinco minutos para tapar os buracos que eventualmente a produção (uma estagiária, enquanto uma de nossas colegas estava de férias) deixa. Roteiros avaliados pela apresentadora como excelentes. Afora meus problemas de saúde, os quais nunca neguei que tenho, botando na balança para ver o quanto pesa, acredito que meu trabalho tem sido de grande validade para o propósito real de um rádio pública. Atenção ao artista paraense, valorizando-o e divulgando-o, compromisso com o cidadão oferecendo a ele informações culturais de qualidade. Para assistente de produção que é o cargo pelo qual recebo, sou uma excelente produtora.
Mas enquanto ouço ameassas em relação ao meu estágio, é questionada a minha inconstância, característica do meu CID, que para uma pessoa nas condições de trabalho e salário é completamente irrelevante.
pois é.
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