Confuso é me permitir. Permissão para viver, para sofrer, para experimentar, inventar, descomprometer aqui para comprometer ali. Uma noite. nem gosto da noite, gosto do sono, dos trabalhos voluntários na agência do sol. gosto do conforto do lar, do estabelecimento aconchegante e seguro que é a cia de meus pais. as experiências? não as tenho conseguido fazer interessantes. apenas sinto e não sinto mais. volta a regra da continuidade, querer praticar ações continuadas, e deixar a vida seguir sem terminar o que já acabou. não sei porque fico saudosa do que foi malmente vivido, do que foi malmente expresso. minha espiritualidade nao se confunde mais com o corpo, e isso me torna um tanto quanto apática.
Meu sangue não está fervendo, mas o humor está alterado. há que se completar algo? há que se tentar de novo? há que se entender em unidade?
quinta-feira, 17 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
4 me
todas as coisas da existência existindo e fazendo suas funções, seu papéis, entrando nas deixas que parecem combinadas. a natureza me dá tantas boas oportunidades. as escolhas de agora encaminham-me com clareza. me ponho em poucas coisas, me escrevo com poucas letras, meus desenhos mudam-se com o tempo e continuo numa entrega humana que me confunde, estranheza de dar. queria ver com os olhos do outro, ouvir com os ouvidos de quem me ouve, mas ó, não pretendo sair de mim, gosto muito de estar em mim. sou a(o) maior das(os) amantes que eu jamais pensaria em ter.
Não sinto em mim a pressão da minha profundidade, mergulho leve esse que se faz dentro de mim... as doçuras de existir dentro de mim, como só eu mesma sei e posso existir assim tão doce e calmo.
saio de mim para interagir com o humano porque isso é parte da existencia, mas os outros e suas intenções... me comovem ao retorno para o conforto de ser quem sou e de dormir com o corpo flutuando em meditação.
fantástica
Não sinto em mim a pressão da minha profundidade, mergulho leve esse que se faz dentro de mim... as doçuras de existir dentro de mim, como só eu mesma sei e posso existir assim tão doce e calmo.
saio de mim para interagir com o humano porque isso é parte da existencia, mas os outros e suas intenções... me comovem ao retorno para o conforto de ser quem sou e de dormir com o corpo flutuando em meditação.
fantástica
terça-feira, 1 de junho de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
é como não saber...
Hipostasio-me achando que há sempre uma razão grandona que a gente desconhece para sentir as coisas que sentimos e provocam nossas ações que devagarzinho vão destruindo aquilo que está posto. tese, antítese e síntese este é o método de toda mudança que fecha e abre ciclos na minha existência. sou uma garota moderninha com justificativas pós-modernas e louca pelos elementos do novo modelo hitech.
Se eu tivesse a certeza de congelar o tempo, o amor e os sentimentos não estaria do lado que estou. Não seria o que amanhã não sei bem se serei. Se estar parada, muda, atônita, sem fogo ou calor qualquer. Se não soubesse a dor de amar e acabar, de continuar amando depois que chega o fim. seu eu soubesse o que é o fim, ou quem mora em mim, além de mim. se eu soubesse mentir e sorrir.
"Se vc não vai comigo então vamos ficar e olhar o sol, o pôr-do-sol..." (trecho de música da viviany)
Não mais irei. sim, nada será como antes, não serei mais um ser flutuante. agora sou eu que tenho que andar, sou quem tem que seguir, e assim, só, porque nem bem trocar eu sei. Só sei desconstruir, só sei amar e desamar. Só sei do mar e de suas ondas que vem e vão.
Sei de mim e um pouco de ti, ontem estive em teus sentimentos, hoje estou em outro momento. Não pense que não sinto, sinto o medo de nunca mais sentir a felicidade de te sentir.
Estou conseguindo chorar, se fosse num papel viria carimbar a verdade que foi te amar, a verdade que foi te encontrar e viver. desculpa se vivi tão intensamente, se pareceu tão florido e tão bonito e tão infinito, desculpa se eu vivi, se eu te amei e se hoje não sei. Só não encontro mais o teu lugar.
Se eu tivesse a certeza de congelar o tempo, o amor e os sentimentos não estaria do lado que estou. Não seria o que amanhã não sei bem se serei. Se estar parada, muda, atônita, sem fogo ou calor qualquer. Se não soubesse a dor de amar e acabar, de continuar amando depois que chega o fim. seu eu soubesse o que é o fim, ou quem mora em mim, além de mim. se eu soubesse mentir e sorrir.
"Se vc não vai comigo então vamos ficar e olhar o sol, o pôr-do-sol..." (trecho de música da viviany)
Não mais irei. sim, nada será como antes, não serei mais um ser flutuante. agora sou eu que tenho que andar, sou quem tem que seguir, e assim, só, porque nem bem trocar eu sei. Só sei desconstruir, só sei amar e desamar. Só sei do mar e de suas ondas que vem e vão.
Sei de mim e um pouco de ti, ontem estive em teus sentimentos, hoje estou em outro momento. Não pense que não sinto, sinto o medo de nunca mais sentir a felicidade de te sentir.
Estou conseguindo chorar, se fosse num papel viria carimbar a verdade que foi te amar, a verdade que foi te encontrar e viver. desculpa se vivi tão intensamente, se pareceu tão florido e tão bonito e tão infinito, desculpa se eu vivi, se eu te amei e se hoje não sei. Só não encontro mais o teu lugar.
domingo, 16 de maio de 2010
Lispector, Clarice. Trechinhos.
"É difícil perder-se. É tão difícl que provavelmente arrumarei depressa um modo de me achar, mesmo que achar-me seja de novo a mentira de que vivo.
Clarice Lispector"
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca."
"Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito."
"E se me achar esquisita,
respeite também.
até eu fui obrigada a me respeitar."
"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome"
Clarice Lispector"
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca."
"Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito."
"E se me achar esquisita,
respeite também.
até eu fui obrigada a me respeitar."
"Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome"
quinta-feira, 13 de maio de 2010
resolvido
As construções mentais que vou formando, tenho medo delas, não sei se me engano, se estou a me punir ou se é só me permitir. complico tudo que é simples para não ter que objetivar e desistir da insegurança. começo a entender do planejamento, roteirizo minha noite e pronto. na noite de hoje, durmo logo após o trabalho.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Bem que se quis
Pensei em escrever para um amigo terapeuta, tentar entender a sucessão de pensamentos que se desenrolam numa tristeza comparadas as que rolam numa mente depressiva. engraçado o domínio da análise não impedir a explosão dos pensamentos de nitroglicerina. O bem se cança com facilidade e o mal parece mesmo não fazer parte do ser humano. Enrigecer é tão difícil, bem como imunizar-se da indignação ou do sofrer a decepção... A decepção é sempre sucessiva. Acreditar e se doar é tão pouco prático quando não há tolerância.
São tantas as virtudes que preciso desenvolver que conhecer se torna explosivo, indigno e além do plano social. Só na subjetividade me consumo em sabores.
São tantas as virtudes que preciso desenvolver que conhecer se torna explosivo, indigno e além do plano social. Só na subjetividade me consumo em sabores.
sábado, 10 de abril de 2010
Pumba é disneylândia, Bumba não!
Há tempos estou imune e insensível às matérias do jornal sobre tudo de ruim que acontece no mundo mas a tragédia no morro do Bumba me chocou particularmente. Antes de tudo, antes da tragédia, como concebermos que um bairro se constituiu no que fora um lixão? como conceber que ali as pessoas viviam e fizeram suas vidas, construiram suas histórias? inocente da minha parte nunca ter imaginado que sim, as pessoas moram em meio aos lixões espalhados pelo Brasil, esse desmoronamento, o trabalho dos bombeiros escavando terra e lixo em busca de corpos, a impossibilidade de notícias de sobreviventes pelo agravante LIXO, tudo isso torna essa tragédia mais que alarmante, mais que sem noção.
é difícil. muito difícil.
é difícil. muito difícil.
domingo, 28 de março de 2010
Conexão
Vi no livro Rosa cruz "A história mística de jesus" pela primeira vez a palavra Avatar. O livro citava diversos avatares que antecederam o maior de todos os avatares já vindos ao nosso planeta. depois de muito resistir, vi o filme. que ficção científica fantástica! o autor mais que respeitou o significado de avatar, imaginou um mundo só deles, imaginou o inverso da nossa história. O terrestre lá, destrutivo como só ele. Se existe um mundo como aquele, vida a este mundo. enquanto não chegamos lá, fica o convite para que eles venham cá, pois toda vez que um deles aparece na terra traz verdade, caminhos e vida!
Obrigada aos avatares!
Buda
Krishna
Gandhi
Chico Xavier
Maomé
tantos outros e o maiorn deles
JESUS, O CRISTO.
Obrigada aos avatares!
Buda
Krishna
Gandhi
Chico Xavier
Maomé
tantos outros e o maiorn deles
JESUS, O CRISTO.
terça-feira, 16 de março de 2010
cachos frizados
meu cabelo é cacheado e molinho, além claro, de muito volumoso, mas eu também tenho cabelo para caramba, muito mesmo. onde não pega sol é legal, macio e os cachinhos são daqueles gostosos de esticar, mas engraçado, tem uma parte que não pega sol e é mais frizada do que a parte exposta ao sol. isso mesmo, atras das minhas orelhas se expressa minha origem afro com uma clareza fantástica, é o que dá o volume para os lados do meu cabelo. no início da minha relação com a cabeleira quis esticar essa parte atras das orelhas, depois quis hidratar e dedicava os óleos de mais diferentes frutas e plantas amazônicas para sintonizar essas duas mechas com o resto dos cabelos. afinal, elas são mais rebeldes do que devem, crescem antes dos outros formando a primeira deformação no corte. fazem o cabelo ficar armado e se embaraçam entre poucos fios o que gera nós finos facilmente quebráveis. de uns tempos para cá desisti de trata-las como diferente, desisti de querer ter um cabelo exclusivamente de um formato. acho também que desisti de aparar as pontas. teve uma época que eu mesma aparava as pontas do meu cabelo, cortava só os frizados atraz da orelha, depois voltei a procurar cabeleireiros para o corte, mas esses sempre acham que nosso cabelo está uma merda e cortam mais do que gostaríamos. passada essa revolta com cabeleireiros conheci a Janete que me mostrou que um bom corte faz diferença sim na forma que o cabelo se espalha pelos ombros, costas e até em cima do rosto. o meu eu deixo ser multiplo, diverso, expressar meu humor, minha energia, minha genética e ainda me proteger do sol.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Domador de cachos

Na infância fui uma menina enfezada, meu deuss, como eu chorava quando penteava meu cabelo. Cabelos longos e cacheados, mamãe brigando por eu estar assanhada, e o pente meu pior inimigo apertando os nós do meu cabelo, que caía e a fazia doer meu coro cabeludo com os puxões do pente. O pior é que o pente estava na minha mão, e ela se irritava com os cabelos embaraçados.
Chorava irritada com minha cabeleira, descontava a raiva com o pente na cabeleira como se não fosse minha, a dor em mim fazia sentir-me agredida pelo pente na mão que precisava ser firme, se não a cabeleira não se comportava. Um belo dia surgiram nas prateleiras do supermercado cremes para pentear, eram como um serviço de segurança pública para amenizar o conflito entre minha mão e meus cachos. como se minha cabeça, um leão feroz descontrolado, que ao mesmo tempo chorava de dor e enviava mensagens para que minha mão agisse mais firmemente tivesse em fim encontrado um domador. O domador de cachos, mudou minha relação com minha vasta juba. A partir daí o carinho por minhas madeixas cresceu no meu consciente, minha mão passou a acariciá-las e o pente foi substituído por um instrumento de dentes largos. Meus cabelos são meus amigos, por isso não frito eles em chapas quentes.
quarta-feira, 10 de março de 2010
físico-psico-social
Atravessei o caminho da guerra psicológica
para garantir a lógica nas minhas atitudes e
o auto reconhecimento de minhas virtudes.
bati com os pés no chão gritando por amor,
amor fraterno era o que eu pedia chorando,
carinho e compreensão o que explodia no meu vulcão de emoção.
Fiz menções de morte,
chutei a sorte,
fiquei sem norte.
Em meio ao caos eu rezei.
rezei baixinho,
contei que não queria a realidade como tal.
pedi ajuda contra o mal,
depois fiquei muda.
Um ano depois minha rotina era outra.
tenho tudo o que uma pessoa precisa para ser feliz,
não tenho sonhos megalomaníacos,
mas sei por onde farei minha parte.
Arte.
para garantir a lógica nas minhas atitudes e
o auto reconhecimento de minhas virtudes.
bati com os pés no chão gritando por amor,
amor fraterno era o que eu pedia chorando,
carinho e compreensão o que explodia no meu vulcão de emoção.
Fiz menções de morte,
chutei a sorte,
fiquei sem norte.
Em meio ao caos eu rezei.
rezei baixinho,
contei que não queria a realidade como tal.
pedi ajuda contra o mal,
depois fiquei muda.
Um ano depois minha rotina era outra.
tenho tudo o que uma pessoa precisa para ser feliz,
não tenho sonhos megalomaníacos,
mas sei por onde farei minha parte.
Arte.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Poesia
Martelo Bigorna
Lenine
Composição: Lenine
Muito do que eu faço
Não penso, me lanço sem compromisso.
Vou no meu compasso
Danço, não canso a ninguém cobiço.
Tudo o que eu te peço
É por tudo que fiz e sei que mereço
Posso, e te confesso.
Você não sabe da missa um terço
Tanto choro e pranto
A vida dando na cara
Não ofereço a face nem sorriso amarelo
Dentro do meu peito uma vontade bigorna
Um desejo martelo
Tanto desencanto
A vida não te perdoa
Tendo tudo contra e nada me transtorna
Dentro do meu peito um desejo martelo
Uma vontade bigorna
Vou certo
De estar no caminho
Desperto.
Lenine
Composição: Lenine
Muito do que eu faço
Não penso, me lanço sem compromisso.
Vou no meu compasso
Danço, não canso a ninguém cobiço.
Tudo o que eu te peço
É por tudo que fiz e sei que mereço
Posso, e te confesso.
Você não sabe da missa um terço
Tanto choro e pranto
A vida dando na cara
Não ofereço a face nem sorriso amarelo
Dentro do meu peito uma vontade bigorna
Um desejo martelo
Tanto desencanto
A vida não te perdoa
Tendo tudo contra e nada me transtorna
Dentro do meu peito um desejo martelo
Uma vontade bigorna
Vou certo
De estar no caminho
Desperto.
Estado Normal
Incrível como meus textos me ajudam a pensar, reli essa página e percebi que utilizo o blog, a própria escrita como forma de pensamento. sempre fiz as coisas simultaneamente, pensar e falar, pensar e escrever. há muito meus pais tentam me ensinar a importância de pensar primeiro e falar depois, consegui muitas vezes não fazer os dois simultaneamente e calar.
mas meu foco nunca foi controlar o que digo e sim controlar o que penso o que sinto, pois assim não externarei nada que eu não possa compreender depois.
Nos blogs vizinhos a conversa está como sempre, quente, o Duciomar é a pauta. Quando penso nele não sei nem o que dizer, mas acho que travo porque tudo nesta cidade, nesse Estado é normal.
Normalmente as leis são descumpridas
normalmente os trabalhadores são explorados
normalmente a população é alienada
Normalmnete essa alienação começa na sala de aula
Normalmente palavras são só palavras sem signo
Normalmente o património público é degradado
normalmente quem fala a verdade é retalhado
Normalmente os hipócritas são vitimas
normalmente os canais de comunicação estão nas bocas de profissionais despreocupados
Normalmente tudo é levado para o lado pessoal
normalmente usam o nome de deus em vão
Normalmente as leis trabalhista não servem de nada
mas meu foco nunca foi controlar o que digo e sim controlar o que penso o que sinto, pois assim não externarei nada que eu não possa compreender depois.
Nos blogs vizinhos a conversa está como sempre, quente, o Duciomar é a pauta. Quando penso nele não sei nem o que dizer, mas acho que travo porque tudo nesta cidade, nesse Estado é normal.
Normalmente as leis são descumpridas
normalmente os trabalhadores são explorados
normalmente a população é alienada
Normalmnete essa alienação começa na sala de aula
Normalmente palavras são só palavras sem signo
Normalmente o património público é degradado
normalmente quem fala a verdade é retalhado
Normalmente os hipócritas são vitimas
normalmente os canais de comunicação estão nas bocas de profissionais despreocupados
Normalmente tudo é levado para o lado pessoal
normalmente usam o nome de deus em vão
Normalmente as leis trabalhista não servem de nada
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
democracia
Apesar de tudo que tem acontecido a paz se expande em mim. Meus conflitos internos são tão ínfimos, apenas a questão metafísica fala em mim: para onde vamos, o que viemos fazer aqui? Viemos? Simplesmente aparecemos.
Continuo com uma questão trabalhista complicada, é uma pena que não se cumpra na fundação as leis, é uma pena que em todo o Estado as leis sejam descumpridas a partir dos governantes, pior, talvez minha pena se estenda a um país inteiro ou até mesmo a um mundo inteiro e é diante das desigualdades e injustiças que temos a necessidade de acreditar em uma justiça superior.
Penso que já está em tempo de encontrar a justiça do mundo, talvez seja trabalhoso mas tenha resultado, ou talvez seja trabalhoso e não tenha resultados, ou pior, como todos dizem que é: perigoso e com resultados negativos.
Os grandes massacres paraenses afirmam essa ultima alternativa, todos que lutaram por seus direitos culminaram em um genocídio e até hoje os que abafaram as revoluções são condecorados.
Talvez por esses históricos sobre as revoluções seja comum que as pessoas optem por calar, por esperar, por digerir e acabar sempre por ajudar o sistema que apenas lhe prejudica.
A verdade é que a vida não é fácil para ninguém e que para a manutenção do pouco que se tem o cidadão submete-se sempre amedrontado por uma ameaça de que se os poderosos quiserem tudo piora para a periferia alheia ao funcionamentos da máquina pública que há muito deixou de ser um serviço para a garantia dos direitos do povo. Primeiro fizeram do imaginário popular uma relação de dependência do bom pai, o Estado, e isso tornou o brasileiro um ser que espera. E hoje? Esperamos a ajuda do governo? Não, hoje apenas nos fazemos invisíveis para que não nos seja tirado o que foi “dado”. Direitos. Onde estão os que conhecem as leis? Que pode o cidadão comum, o trabalhador comum?
Aquelas propagandas sobre o monstro da censura são excelentes apesar de muito discretas. É exatamente isso, se não abrirmos os olhos e sairmos do nosso mundinho alienado e passivo corremos o risco de deixar viver algo que já fez nossos pais sofrerem, algo que tolheu muitas de nossas atividades intelectuais.
As formas ditatoriais de governos já podem ser vistas e reconhecidas nas repartições, as estratégias de markenting político estão por todas as partes das cidades e nossa república publica exaltação de si. Nada contra a vida como ela é.
Continuo com uma questão trabalhista complicada, é uma pena que não se cumpra na fundação as leis, é uma pena que em todo o Estado as leis sejam descumpridas a partir dos governantes, pior, talvez minha pena se estenda a um país inteiro ou até mesmo a um mundo inteiro e é diante das desigualdades e injustiças que temos a necessidade de acreditar em uma justiça superior.
Penso que já está em tempo de encontrar a justiça do mundo, talvez seja trabalhoso mas tenha resultado, ou talvez seja trabalhoso e não tenha resultados, ou pior, como todos dizem que é: perigoso e com resultados negativos.
Os grandes massacres paraenses afirmam essa ultima alternativa, todos que lutaram por seus direitos culminaram em um genocídio e até hoje os que abafaram as revoluções são condecorados.
Talvez por esses históricos sobre as revoluções seja comum que as pessoas optem por calar, por esperar, por digerir e acabar sempre por ajudar o sistema que apenas lhe prejudica.
A verdade é que a vida não é fácil para ninguém e que para a manutenção do pouco que se tem o cidadão submete-se sempre amedrontado por uma ameaça de que se os poderosos quiserem tudo piora para a periferia alheia ao funcionamentos da máquina pública que há muito deixou de ser um serviço para a garantia dos direitos do povo. Primeiro fizeram do imaginário popular uma relação de dependência do bom pai, o Estado, e isso tornou o brasileiro um ser que espera. E hoje? Esperamos a ajuda do governo? Não, hoje apenas nos fazemos invisíveis para que não nos seja tirado o que foi “dado”. Direitos. Onde estão os que conhecem as leis? Que pode o cidadão comum, o trabalhador comum?
Aquelas propagandas sobre o monstro da censura são excelentes apesar de muito discretas. É exatamente isso, se não abrirmos os olhos e sairmos do nosso mundinho alienado e passivo corremos o risco de deixar viver algo que já fez nossos pais sofrerem, algo que tolheu muitas de nossas atividades intelectuais.
As formas ditatoriais de governos já podem ser vistas e reconhecidas nas repartições, as estratégias de markenting político estão por todas as partes das cidades e nossa república publica exaltação de si. Nada contra a vida como ela é.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Meu diário
não escrevo no blog diariamente, bem como não escrevo nos meus papéis diariamente, mas o faço desde que aprendi a escrever, o papel tem ouvidos, conversa conosco. Na verdade quem conversa é a linguagem. Adoro as letras, com elas formo expressões da realidade e impressões das intencionalidades. Com a palavra escrita eternizo momentos, com a palavra falada modifico situações. A comunicação é mesmo fantástica!! veja bem, a comunicação interpessoal é fantástica! esta não dispõe de manipulação, nela estão contidos apenas codificador e decodificador com seus repertórios e seus conhecimentos sobre si e sobre o mundo. Numa conversa as palavras geralmente são o que parecem ser. Quando entram os canais de comunicação as coisas já são tão diferentes! Meu namorado e eu, por exemplo, utilizamos telefone ou msn quando não estamos frente a frente. Cada meio é um inteiro, bem como são os meios de comunicação de massa, cada um um conto. Não há nada mais íntimo do que conhecer alguém através de seu diário.
Meu blog, teria em si a pessoalidade de um diário? Publico e mais interessante fico. Adoro me ler na internet e adoro escrever neste blog.
Meu blog, teria em si a pessoalidade de um diário? Publico e mais interessante fico. Adoro me ler na internet e adoro escrever neste blog.
FM ócio, essa é a nossa cultura!
lembro-me das tardes que passei lendo, me embalando na rede e ouvindo a rádio cultura FM. Nessa época dizia para mim mesma que um dia trabalharia nesta rádio, tinha essa vontade porque a radio não era cheia de propagandas chatas, porque o informativo de hora em hora era de fato informativo, porque a rádio tinha um compromisso com a coscientização de pessoas e principalmente: tinha qualidade musical.
há três anos trabalho na rádio cultura, e infelismente sou tolida de trabalhar, a fundação tem novo regime jurídico e enfrenta muitos problemas em relação a irregularidades trabalhistas, parece que o ministério público pega no pé pelas irregularidades e parece que a empresa se preocupa muito em não poder contratar funcionários temporários. brincamos que nós, os concursados de 2006 somos tratados como uma herança maldita, não há ações que nos beneficiem, pelo contrário, é preferível contratar um funcionário temporário a acrescentar 40 por cento em nosssos salários ínfimos. é por isso, que depois da cultura ter me ensinamo muito de produção, de locução, não posso exercer nem uma nem outra função, devo resumir-me a assistencia de produção, cargo para o qual fui contratada. FM ócio, essa é a nossa cultura. Nada para fazer, nada querem de mim, querem sim alguns que eu trabalhe, mas ninguém quer falar por nossas questões trabalhistas. desculpem, cansei de trabalhar de graça. quero sim, fazer o que sei, locução, produção, mas quero também receber por isso. o justo. fala-se tanto no ministério público que está no pé. se estivesse as coisas deveriam ser regularizadas, não? ah que pena, talvez eu precise de um certificado de que muito produzi na rádio cultura, mas assim a funtelpa assinaria um erro, e não quer fazer isso.
não tenho certeza que haja justiça nesse Estado, não pelo que vejo nas ruas da cidade, pelas cidades do interior em que convivi.
Da Funtelpa, aguardo retalhações, mais uma vez. vamos ver qual vai ser a censura no que diz respeito a liberdade de expressão em reuniões com a presidenta...
há três anos trabalho na rádio cultura, e infelismente sou tolida de trabalhar, a fundação tem novo regime jurídico e enfrenta muitos problemas em relação a irregularidades trabalhistas, parece que o ministério público pega no pé pelas irregularidades e parece que a empresa se preocupa muito em não poder contratar funcionários temporários. brincamos que nós, os concursados de 2006 somos tratados como uma herança maldita, não há ações que nos beneficiem, pelo contrário, é preferível contratar um funcionário temporário a acrescentar 40 por cento em nosssos salários ínfimos. é por isso, que depois da cultura ter me ensinamo muito de produção, de locução, não posso exercer nem uma nem outra função, devo resumir-me a assistencia de produção, cargo para o qual fui contratada. FM ócio, essa é a nossa cultura. Nada para fazer, nada querem de mim, querem sim alguns que eu trabalhe, mas ninguém quer falar por nossas questões trabalhistas. desculpem, cansei de trabalhar de graça. quero sim, fazer o que sei, locução, produção, mas quero também receber por isso. o justo. fala-se tanto no ministério público que está no pé. se estivesse as coisas deveriam ser regularizadas, não? ah que pena, talvez eu precise de um certificado de que muito produzi na rádio cultura, mas assim a funtelpa assinaria um erro, e não quer fazer isso.
não tenho certeza que haja justiça nesse Estado, não pelo que vejo nas ruas da cidade, pelas cidades do interior em que convivi.
Da Funtelpa, aguardo retalhações, mais uma vez. vamos ver qual vai ser a censura no que diz respeito a liberdade de expressão em reuniões com a presidenta...
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