quinta-feira, 11 de março de 2010

Domador de cachos



Na infância fui uma menina enfezada, meu deuss, como eu chorava quando penteava meu cabelo. Cabelos longos e cacheados, mamãe brigando por eu estar assanhada, e o pente meu pior inimigo apertando os nós do meu cabelo, que caía e a fazia doer meu coro cabeludo com os puxões do pente. O pior é que o pente estava na minha mão, e ela se irritava com os cabelos embaraçados.
Chorava irritada com minha cabeleira, descontava a raiva com o pente na cabeleira como se não fosse minha, a dor em mim fazia sentir-me agredida pelo pente na mão que precisava ser firme, se não a cabeleira não se comportava. Um belo dia surgiram nas prateleiras do supermercado cremes para pentear, eram como um serviço de segurança pública para amenizar o conflito entre minha mão e meus cachos. como se minha cabeça, um leão feroz descontrolado, que ao mesmo tempo chorava de dor e enviava mensagens para que minha mão agisse mais firmemente tivesse em fim encontrado um domador. O domador de cachos, mudou minha relação com minha vasta juba. A partir daí o carinho por minhas madeixas cresceu no meu consciente, minha mão passou a acariciá-las e o pente foi substituído por um instrumento de dentes largos. Meus cabelos são meus amigos, por isso não frito eles em chapas quentes.

quarta-feira, 10 de março de 2010

físico-psico-social

Atravessei o caminho da guerra psicológica
para garantir a lógica nas minhas atitudes e
o auto reconhecimento de minhas virtudes.
bati com os pés no chão gritando por amor,
amor fraterno era o que eu pedia chorando,
carinho e compreensão o que explodia no meu vulcão de emoção.
Fiz menções de morte,
chutei a sorte,
fiquei sem norte.
Em meio ao caos eu rezei.
rezei baixinho,
contei que não queria a realidade como tal.
pedi ajuda contra o mal,
depois fiquei muda.
Um ano depois minha rotina era outra.
tenho tudo o que uma pessoa precisa para ser feliz,
não tenho sonhos megalomaníacos,
mas sei por onde farei minha parte.
Arte.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

País

Poesia

Martelo Bigorna
Lenine
Composição: Lenine

Muito do que eu faço
Não penso, me lanço sem compromisso.
Vou no meu compasso
Danço, não canso a ninguém cobiço.
Tudo o que eu te peço
É por tudo que fiz e sei que mereço
Posso, e te confesso.
Você não sabe da missa um terço

Tanto choro e pranto
A vida dando na cara
Não ofereço a face nem sorriso amarelo
Dentro do meu peito uma vontade bigorna
Um desejo martelo

Tanto desencanto
A vida não te perdoa
Tendo tudo contra e nada me transtorna
Dentro do meu peito um desejo martelo
Uma vontade bigorna

Vou certo
De estar no caminho
Desperto.

Estado Normal

Incrível como meus textos me ajudam a pensar, reli essa página e percebi que utilizo o blog, a própria escrita como forma de pensamento. sempre fiz as coisas simultaneamente, pensar e falar, pensar e escrever. há muito meus pais tentam me ensinar a importância de pensar primeiro e falar depois, consegui muitas vezes não fazer os dois simultaneamente e calar.
mas meu foco nunca foi controlar o que digo e sim controlar o que penso o que sinto, pois assim não externarei nada que eu não possa compreender depois.
Nos blogs vizinhos a conversa está como sempre, quente, o Duciomar é a pauta. Quando penso nele não sei nem o que dizer, mas acho que travo porque tudo nesta cidade, nesse Estado é normal.
Normalmente as leis são descumpridas
normalmente os trabalhadores são explorados
normalmente a população é alienada
Normalmnete essa alienação começa na sala de aula
Normalmente palavras são só palavras sem signo
Normalmente o património público é degradado
normalmente quem fala a verdade é retalhado
Normalmente os hipócritas são vitimas
normalmente os canais de comunicação estão nas bocas de profissionais despreocupados
Normalmente tudo é levado para o lado pessoal
normalmente usam o nome de deus em vão
Normalmente as leis trabalhista não servem de nada

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

democracia

Apesar de tudo que tem acontecido a paz se expande em mim. Meus conflitos internos são tão ínfimos, apenas a questão metafísica fala em mim: para onde vamos, o que viemos fazer aqui? Viemos? Simplesmente aparecemos.
Continuo com uma questão trabalhista complicada, é uma pena que não se cumpra na fundação as leis, é uma pena que em todo o Estado as leis sejam descumpridas a partir dos governantes, pior, talvez minha pena se estenda a um país inteiro ou até mesmo a um mundo inteiro e é diante das desigualdades e injustiças que temos a necessidade de acreditar em uma justiça superior.
Penso que já está em tempo de encontrar a justiça do mundo, talvez seja trabalhoso mas tenha resultado, ou talvez seja trabalhoso e não tenha resultados, ou pior, como todos dizem que é: perigoso e com resultados negativos.
Os grandes massacres paraenses afirmam essa ultima alternativa, todos que lutaram por seus direitos culminaram em um genocídio e até hoje os que abafaram as revoluções são condecorados.
Talvez por esses históricos sobre as revoluções seja comum que as pessoas optem por calar, por esperar, por digerir e acabar sempre por ajudar o sistema que apenas lhe prejudica.
A verdade é que a vida não é fácil para ninguém e que para a manutenção do pouco que se tem o cidadão submete-se sempre amedrontado por uma ameaça de que se os poderosos quiserem tudo piora para a periferia alheia ao funcionamentos da máquina pública que há muito deixou de ser um serviço para a garantia dos direitos do povo. Primeiro fizeram do imaginário popular uma relação de dependência do bom pai, o Estado, e isso tornou o brasileiro um ser que espera. E hoje? Esperamos a ajuda do governo? Não, hoje apenas nos fazemos invisíveis para que não nos seja tirado o que foi “dado”. Direitos. Onde estão os que conhecem as leis? Que pode o cidadão comum, o trabalhador comum?
Aquelas propagandas sobre o monstro da censura são excelentes apesar de muito discretas. É exatamente isso, se não abrirmos os olhos e sairmos do nosso mundinho alienado e passivo corremos o risco de deixar viver algo que já fez nossos pais sofrerem, algo que tolheu muitas de nossas atividades intelectuais.
As formas ditatoriais de governos já podem ser vistas e reconhecidas nas repartições, as estratégias de markenting político estão por todas as partes das cidades e nossa república publica exaltação de si. Nada contra a vida como ela é.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Meu diário

não escrevo no blog diariamente, bem como não escrevo nos meus papéis diariamente, mas o faço desde que aprendi a escrever, o papel tem ouvidos, conversa conosco. Na verdade quem conversa é a linguagem. Adoro as letras, com elas formo expressões da realidade e impressões das intencionalidades. Com a palavra escrita eternizo momentos, com a palavra falada modifico situações. A comunicação é mesmo fantástica!! veja bem, a comunicação interpessoal é fantástica! esta não dispõe de manipulação, nela estão contidos apenas codificador e decodificador com seus repertórios e seus conhecimentos sobre si e sobre o mundo. Numa conversa as palavras geralmente são o que parecem ser. Quando entram os canais de comunicação as coisas já são tão diferentes! Meu namorado e eu, por exemplo, utilizamos telefone ou msn quando não estamos frente a frente. Cada meio é um inteiro, bem como são os meios de comunicação de massa, cada um um conto. Não há nada mais íntimo do que conhecer alguém através de seu diário.
Meu blog, teria em si a pessoalidade de um diário? Publico e mais interessante fico. Adoro me ler na internet e adoro escrever neste blog.

FM ócio, essa é a nossa cultura!

lembro-me das tardes que passei lendo, me embalando na rede e ouvindo a rádio cultura FM. Nessa época dizia para mim mesma que um dia trabalharia nesta rádio, tinha essa vontade porque a radio não era cheia de propagandas chatas, porque o informativo de hora em hora era de fato informativo, porque a rádio tinha um compromisso com a coscientização de pessoas e principalmente: tinha qualidade musical.
há três anos trabalho na rádio cultura, e infelismente sou tolida de trabalhar, a fundação tem novo regime jurídico e enfrenta muitos problemas em relação a irregularidades trabalhistas, parece que o ministério público pega no pé pelas irregularidades e parece que a empresa se preocupa muito em não poder contratar funcionários temporários. brincamos que nós, os concursados de 2006 somos tratados como uma herança maldita, não há ações que nos beneficiem, pelo contrário, é preferível contratar um funcionário temporário a acrescentar 40 por cento em nosssos salários ínfimos. é por isso, que depois da cultura ter me ensinamo muito de produção, de locução, não posso exercer nem uma nem outra função, devo resumir-me a assistencia de produção, cargo para o qual fui contratada. FM ócio, essa é a nossa cultura. Nada para fazer, nada querem de mim, querem sim alguns que eu trabalhe, mas ninguém quer falar por nossas questões trabalhistas. desculpem, cansei de trabalhar de graça. quero sim, fazer o que sei, locução, produção, mas quero também receber por isso. o justo. fala-se tanto no ministério público que está no pé. se estivesse as coisas deveriam ser regularizadas, não? ah que pena, talvez eu precise de um certificado de que muito produzi na rádio cultura, mas assim a funtelpa assinaria um erro, e não quer fazer isso.
não tenho certeza que haja justiça nesse Estado, não pelo que vejo nas ruas da cidade, pelas cidades do interior em que convivi.
Da Funtelpa, aguardo retalhações, mais uma vez. vamos ver qual vai ser a censura no que diz respeito a liberdade de expressão em reuniões com a presidenta...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Feriado no Brasil!

Que feriado longo este de carnaval! já me cansei de ver filmes, de inventar comidas diferentes, de trocar os móveis de lugar. Ando tão sem criatividade para internet, nem leio mais blogs, inclusive a leitura é um hábito que nunca mais me divertiu. Acho que cansei dos meus livros! preciso de novos, inclusive comprei um Jorge Amado um dia desses, nunca li nada dele, vou retomar!
beijos queridos navegantes!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sites, como administrá-los?

putz grilla, tenho um monte desses negócios de site:

de quando era doida:

duvidas e descobertas - blog

de quando queria ajudar as pessoas:

mutando máscaras - blog

a moda de 2009, 149 carcteres para se expressar:

twitter

putz, pro trabalho é essencial:

myspace

pra experimentar:

facebook

Para responder suas dúvidas, como uma banca de informações:

formspring

e claro, orkut, o pioneiro em relacionamentos.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

enquanto isso no msn

O interlocutor ficou confuso, achou que viajei demais. acho que quis sacanear com ele, porque tenho inveja das pessoas que bebem, e ele me disse que estava bêbado!
estou fazendo uma enquete hoje
[interlocutor]:
é
de qie
Karine diz:
quando vc precisa ser mal com alguém, vc é mal, bonzinho ou cruel?
[interlocutor]:
mal
as veses e melhor ser mal doque bonzinho
Karine diz:
pois é, por isso que sou boazinha!!
ou boa ou cruel.
e minha nova descoberta sobre mim mesma
é que vivo de auto-análise
o tempo de gastar com qualquer coisa gasto pensando em mim mesma, assumidamente
me entende?
[interlocutor]:
muita viagem
vc fuma maconha?
Karine diz:
parei
tava ficando doida
bom, deixa eu exemplificar então
...
enfim, mas ela foi má
esse é o mal de ser mal
as pessoas boazinha podem ser cruéis
a vitma das pessoas más sempre é uma pessoa boa
mas uma hora a pessoa acaba encontrando um bonzinho cruel

O seu interlocutor está OFFLINE! rsrsrs
Essa vai pro blog, pensei!!

Crueldade, eu tenho. Retira de mim Jesus!

podia mesmo ter posto veneno de rato no remédio da cachorrinha da cachorra. Graças a Deus sou cristã e se o fizesse jamais me perdoaria, pela vida da cachorrinha me arrependeria, mas pelo sofrimento da cachorra, não!

aos 15, 2002

No colégio, quando fiz segundo ano do ensino médio, sentei na primeira cadeira da segunda fila da esquerda de quem entrava na sala. De um lado a Clarissa, do outro a Larissa. Clarissa moça bonita, magra, bem branca de cabelos lisos e pretos no meio das costas, doce e graciosa, espírita e membro do grupo de teatro da escola. Larissa, meio estranha, morena com os cabelos tingidos de loiro, olhos grandes e inexpressivos, boas notas, mas muito esforço concentrado só nisso, freqüentava festas no african bar e gostava de ser sócia do clube mais caro da cidade, de onde retirava todos os seus ídolos.
Perco a concentração quando a realidade me chama. Que saco, meu namorado quer que eu faça concursos. Acho que ele não pensa essas coisas sozinho. Acho na verdade que todo mundo em brasília só pensa em concursoo público, claro, os brasilienses mamam nas tetas da agropecuária e recussos naturais do norte, na industria do sudeste e não mão de obra barata do nordeste para um dia quem sabe se sentirem como os sulistas que se sentem europeus, europeus devem morrer de dar risada do brasil imitando no real as notas de euro. País!!
Pois sim, no segundo ano eu estudava bastante, e (adoro) me destacava no domínio da palavra. Sempre gostei de debates e os da nossa sala eram quentíssimos. Na sala duas pessoas apenas falavam. Um garoto lá de trás que vestia preto e só andava com umas pessoas que vestiam preto, e credo! Fumava. Mas até que tinha umas opiniões interessantes. Não fosse o fato de eu adorar ganhar uma disputa oral, teria concordado com ele em muitos pontos. Resolvi discordar na retórica e dar uns beijinhos. Meu primeiro namorado em Belém. Mas aquilo de vestir preto e andar de galera realmente me causava vergonha. Comprei uma camisa alaranjada e dei a ele. Ele gostou. Muito bem, tinha salvação. Rsrsr. Sempre fui dominadora, mas como diz a canção da famosa cantora minha amiga Viviany Tvarita, eu tinha também uma mania de bolha, bolha sugadora, enjoava das pessoas, o Marupiara chama de transtorno de adaptação e é neste que coloco a culpa de todos os foras de namorados que levei.
Resolvi entrar para o grupo de teatro, a Clarissa me convidou, e numa bela tarde de quarta feira descobri o rockn’roll. Foi fantástico!! O Paulo me perguntou: -Você gosta de rock? Não sabia responder e respondi que não sabia. Então ele disse: - ouve isso. E tocou uma batida do metálica, que inclusive aprendi a tocar no violão anos depois. O som entrou vibrante no meu ouvido, e meus olhos brilharam. Estava apaixonada, pelo rock! O que essa paixão me renderia, eu nunca iria imaginar.
Findo o segundo ano, boas notas, garota educada, mas já havia aprendido a fumar, e já tinha uma melhor relação com minha irmã, o que me renderia uma vida social, mesmo que ligada aos amigos de Altamira em Belém.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Vida

meu amor partiu. até o final de abril o que tenho é um pinguin de pelúcia e uma aliança de noivado. nosso compromisso de amor, de um futuro juntos.
O Sam é fora do que há de real, eu ele é mais que um simples namorado ou noivo, ele me olha com olhos de fogo, de luz, de alma. nós podemos ser criança juntos, não impecílios para as brincadeiras que nos fazem rir. nosso humor é negro, nossas gracinhas podem ser embaladas no funk. ele me ensina geometria espacial aos gritos, e eu aprendo chorando. resultado correto e começamos a rir, eu dele empenhado em meu aprendizado ele de mim, chorando por causa da matemática. gostamos de teatro, de filmes, gostamos das nossas famílias e gostamos muito de igarapé.
somos perfeitos um para o outro, nosso números... que saudades do meu amor que partiu. logo estaremos juntos de novo.
eu te amo Sam.

hoje

No passado eu quis o amor com todas as forças, no passado busquei o equilíbrio, no passado falei com certezas, no passado olhei paisagens, fui e voltei, trabalhei e descansei, pensei e agi (não necessariamente nessa mesma ordem). No passado fui tão intensa e tão imensa. agressiva e doce no mesmo dia.
no passado me preocupava demais com o presente. no passado mais próximo me preocupava demais com o passado...
hoje tenho uma ruga na testa, entre os olhos. ele precisa parar de sentir dor, precisa do tratamento correto, precisa do plano.
Planificar as coisas é difícil, elas vivem soltas. transformar a vida, e o risco dela em papel para ser assinado é complicado.

vamos lá. é caso de doença, mas vai ficar tudo bem com ele. meu pai, ele é tudo que temos e nós somos tudo que ele tem. eu o amo tanto, nem consigo pensar em mim nos ultimos dias, faço sexo sem orgasmos, não consigo me desligar do mundo. preciso de um alento maior, preciso de uma força a mais. ó deus.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Como não?

nos meus livros, contos diferentes dos seus estavam grafados, chamado de ciencias, ciencia de que? ciencias das classes, ciências do darwinismo social, onde só aprendemos o que merecemos aprender? porque são tão diferentes os sistemas internacionais na minha e na sua compreensão? "as pessoas são diferentes, pensam diferentes", papo furado! as pessoas são ensinadas a pensar conforme manda o figurino que vestem. e eu que andei pelo mundo vestida com as roupas que ganhei de herança de minha irmã mais velha, por ela ter crescido. eu que andei com os pés no chão, para correr mais rápido contra o tempo que passava ligeiro levando minha infancia para longe de mim e trazendo o futuro que eu sabia era composto por muitas tormentas... onde vc esteve enquanto eu passava tardes intermináveis sozinha em casa construindo jogos mentais para jogar sozinha? onde você esteve enquanto eu me indignava com as injustiças dolorosas da vida?
onde vc estava quando eu planejava minha volta ao mundo de mochila nas costas? meu amor, eu não reconheço em ti. não reconheço ninguém que conheço em ti. teu biscoitos de chocolate e sorvete com bolo não me dizem se é doce como manga ou azedo como um cupuaçú. eu não me reconheço na cidade em que foste criado. meu amor? vc está vendo filme e eu escrevendo no blog. meu amor, estou sofrendo. hoje. e não reconheço meu sofrimento no seu abraço. por que meu amor?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

mentir dá muito trabalho. eu hein!

Sempre falo da vida, hoje convencionei falar da morte, não dela em si, mas do momento que a antecede. quero saber se verei minhas atitudes passarem diante de mim, como um resumo da vida, se revisitarei pontos da minha trajetória para entender o porquê de minhas atitudes. sentirei a sensação da mentira que contei hoje? do desagradável momento em que a verdade não parece a melhor escolha, sempre com a mesma mentira, das mentiras da humanidade?... não foi só o que fiz, hoje mesmo, a fantasia contada, me incomoda, mas justifico-a como verdade por não saber o que é de fato a verdade na situação perguntada. sofro essa ausência e não gostaria que minha amiga sofresse essa ausência também. sofro a dúvida sobre o destino no bichinho que eu também amo, e não queria que ela sofresse.

Tudo começou assim: ganhei um cachorrinho, chamei-o de Platão e o criei coimo se fosse meu filho. Infelizmente nos mudamos e o lar novo não tinha espaço para ele. Justifiquei dizendo que o criaria como um bebe humano, que não era necessário espaço para cachorro, mas todos os dias meu bebê humano-canino comia uma sandália de meu pai. Depois de muitas havaianas trocadas, sempre o mesmo lado comidos, meu pai me pediu que escolhesse entre ele e minha mãe e meu bebê canino.
A Isabela, bebe humana neta da senhora que vende tapioca lá do lado de casa gostava muito do Platão e a dona menina, vó dela resolveu pedi-lo. Mamãe já queria dá-lo e deu. A família da Isabela não se adaptou ao modo de vida do meu bebe canino e a senhora dona menina deu o cachorro.
Há muito tempo pergunto sobre o destino que meu filho levou e a mulher me enrola. Hoje a avó do Platão, que é uma humana, me perguntou sobre ele, disse que ele completara um ano e que queria fazer fotos de todos os filhos de sua filha canina. Menti. Mas não pude sustentar a mentira. A mentira tem a característica de ser eterna até que a verdade se mostre, uma mentira leva a segunda, a terceira, a quarta, se você mente uma vez e decide continuar com ela, vai ter de mentir sempre. A sensação da mentira é tão dolorosa e fria, que quando pensei que mentiria somente naquele momento, refleti sobre meu momento final, será que sentiria aquilo novamente ao revisitar minhas atitudes diante da morte? Que bom que não precisei sentir a escrota sensação só no momento da morte, no momento em que a mentira se prolongaria, decidi optar pela verdade por mais dolorosa que ela fosse, poir mais que minha amiga tenha que passar pelas mesmas frustrações pelas quais já passei. Quero ter boas lembranças do meu bebe canino, e gosto sim de pensar que nesse momento ele corre atras de cavalos e brinca com outros cachorros num gramado verdinho, e que a noite se extasia com o barulho dos grilos e brlho das estrelas. Quero esquecer as outras possibilidades. Mas o ser humano tem o direito de, quando não sabe qual é a verdade, imaginá-la por si só. Minha amiga, se não descobrirmos a verdade, pode, assim como eu fiz, imaginar um destinos para o nosso bebe canino. Estou feliz por ter me libertado da mentira, e por ela ter reavivado em mim o interesse em descobrir a verdade que desconheço. A verdade sobre meu filho, Platão, o meu bebê canino.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Brasília e seu Povo que pisa em ovo

O Distrito Federal me mostrou algumas coisas, como "planejamento é necessário".
Do ponto de vista humano, por mais que as estatísticas digam o contrário, considero o povo, pelo menos os representantes do povo com que me topei na rua, pouco desenvolvidos, parecem completamente alienados e envolvidos pelo sistema, sem ao menos ter noção de si próprios e principalmente do homem, enquanto ser vivo. Não tenho como considerar desenvolvidos seres humanos que são cheios de preconceitos, que concentram na capital de um país o preconceito por toda a diversidade de culturas e histórias de cada localidade desse país. Foi triste perceber que o descaso com regiões ao longo do tempo desconhecidas pelo governo da federação, influencia na forma das pessoas agirem com o povo dessas regiões. Triste ver na TV propaganda do governo Arruda que estimulam a hostilidade com os visitante da cidade.

Mas o povo não é a cidade, pelo menos em Brasília, o povo não faz a cidade, afinal, vc não precisa conviver com as pessoas, pode ficar em casa. A família do meu namorado foi encantadora, dividiram comigo floexetinas, paroxetinas e viagens, como pára pirinópolis, goinia. Ô povo legal, o de Goiania. Os de Pirinópolis então...

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

considerações finais

"eu vejo a vida melhor no futuro"


mesmo com a tv mostrando que o mundo não vai muito bem das pernas. que muitas pessoas começarão o ano desabrigadas, mesmo sabendo que há difilficuldade em todas as vidas, que há fome... putz, sabendo disso fico triste. tenho que lembrar daquele papo de literatura pós-moderna sobre pensamento positivo e física quantica. tá tudo tão legal, sou uma nova pessoa, me encontro mais do que me procuro, acho que porque já procurei bastante. vejo a paz sendo o ar que respiramos, mesmo que respiremos a poluição todos os dias, os pinguins sempre voltarão ao pólo sul para namorar. mas e o aquecimento global? será?? o homem é mesmo capaz de destruir um planeta como esse, que flutua no sistema solar, que está no mesmo universo onde uma estrela cincoenta vezes maior que o sol foi encontrada? acho que seria mais fácil se essa nação imperialista parasse de encher o saco com essa imposição cultural. quem disse que todos tem de ser como eles?
por que não me importo simplesmente com minha felicidade e com a das pessoas que estão em volta? talvez porque se fizesse isso em pouco tempo estaria impondo minha cultura, obrigando todo mundo a tomar tacacá em vez de comer big mac. o humano desconhce seus limites por isso nunca sabe ao certo. não sei ao certo por quais razões persistir, mas sinto indignação, sinto amor, sinto paz, sinto saudades. nunca sei como costurar tudo e planificar, parece esmo esférico e móvel. e sim há estrelas sonoras, gostos coloridos. açaí por exemplo, coloridos e pulsante. feliz ano novo. se estiveres feliz, mantenha, se triste, passe um reveillon melhor ano que vem. beijos.

fiquem com deus.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

bye bye 2009

despeço-me do blog no ano de 2009.
não fujo dos balanços do ano, porque esse ano particularmente, foi extraordinário. resultado: neste natal nada de diazepam na veia, nem enfermeiros, nem exames, nem solidão, nem saudades, nem dúvidas, algumas dívidas, mas só de pó compacto e roupas da moda. rsrsrs.
Este ano encontrei o Sam, morei com meus pais, fiz viagens, estudei para o vestibular, namorei pelo msn, produzi canta Pará, fonograma, pará paidégua.
este ano aprendi um pouco de geografia o que me deu uma visão política. frequentei igrejas envangélicas. esse ano só li um livro, a bíblia. interessante, muito interessante...

Queridos, feliz natal de cristo, feliz 2010. a felicidade é uma escolha!

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