Resolvi começar a resolver novamente, não tem outra forma, excluir é a única opção. Gostaria de ter o recurso do meio termo, mas o muro não é um lugar seguro, um lado ou outro deve ser escolhido. Me envolvo, e em um segundo dissolvo as preocupações, esqueço logo de mim e ajo como se tudo fosse ter um fim próximo, não tem. Talvez nem queira que tenha. Não fui egoísta e pensei em meu bel prazer, pelo contrário, esqueci novamente de mim, e esquecia sempre que tudo que faço atinge primeiro a mim. Resignação e paciência, fé e coragem, humildade e responsabilidade, um dia quem sabe encontro a verdadeira paz. Começo de novo a construir por linhas retas o que de concreto é possível existir. Chega dessas confusões com o que vai além da nossa compreensão, deixo em paz os que precisam de paz e povoo meus campos de boa vontade para que as atitudes lúcidas que tive cheguem um dia a um lugar comum. Me sinto não falando nada com nada, mas sinto o peso do que é específico. Sinto o peso do que é desconhecido, e acho chato norte e sul, leste e oeste.
Algumas coisas andei precisando destruir, não sei se o fiz da melhor maneira, se pensei que era de brincadeira ou se o fiz por querer... Sei que posso deixar o que é belo permanecer, por isso preciso de tempo, tempo pra mim, tempo para ser só e para esquecer do que sinto quando me sinto sem. E tudo parece sempre tão sem, sentidos. Desejo noções para minhas ações e percepções. Noções de bem querer, de bem quebrar. Desejo a solidão que resulta, que faz um retrato da nossa própria companhia. Solidão que me faça bem querer bem para mim.
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