quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Reencontro

Um desses dias, enquanto andava pelo mundo em busca do amor, que como Florbela Espanca procurei, deixei minha alma agarrada a uns fortes braços que sofriam. E minha alma dividia espaço com a mente desse frágil corpo, que parecia já não ter mais alma... Minha alma partiu, e deixou meu corpo por vagar, meus olhos tornaram-se distantes e o meio mostrou-se tortuoso, as pessoas evidentes [evidentemente hipócritas], e o mundo uma sucessão de acontecimentos desordenados e malfeitos.
há muito tentava através da minha própria justiça recuperar a alma que deixara, sentia-me responsável por ela, e no entanto a deixei. Depois de muito vagar sem encontrar sinal de alma, parei: olho em volta e me pergunto, como?; estremeceu- me o corpo e transformei-o numa máquina que a tudo triturou. Dessecado o corpo, descobri o fluido, o vital, e a partir daí, minha alma foi contactada. Fluido, almas, superiores, anjos, gênios, minha alma. Quis voltar. Estava a minha espera. Preocupou-se comigo. Agora tudo bem. Cuidará de mim. só preciso deixar. Ah! e Deus? ele observa tudo cosciente de tudo. e esse tudo aí, é muito mais do o ego sequer pode supor, porque foge aos seus domínios.

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